Circula em grupos de WhatsApp de desembargadores do Tribunal de Justiça (eles não usam o aplicativo Telegram!) o texto da Recomendação n.º 34, emitida pelo Conselho Nacional Justiça (CNJ) em 28 de dezembro de 2018.

Assinada pelo corregedor-geral, ministro Humberto Martins, a Recomendação – óbvio – recomenda aos tribunais de Justiça estaduais e federais que, “na formação das listas tríplices para escolha dos seus integrantes oriundos das vagas destinadas ao quinto constitucional”, se abstenham de incluir advogado ou membro do Ministério Público que seja parente em linha reta, colateral ou por afinidade, de membros do respectivo Tribunal.

A mensagem faz parte de uma campanha de bastidores que tem endereço certo: seus autores pretendem evitar que da lista tríplice que o TJ encaminhará ao governador Ratinho Jr. para nomeação para a vaga aberta com o falecimento do desembargador Cláudio de Andrade, não conste o nome da advogada Pricilla Placha de Sá, parente do desembargador Dartagnan Serpa de Sá.

Pricilla integra a lista sêxtupla eleita pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PR) no início do mês. A partir desta lista, os desembargadores escolhem três nomes para submeter ao governador.