O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou à Justiça Estadual o deputado estadual Tito Barichello (PL) e a vereadora de Curitiba Tathiana Guzella (PL) por terem anunciado e divulgado uma operação policial sem autorização em março de 2024. Os dois estavam afastados da Polícia Civil e divulgaram o suposto cumprimento de um mandado de prisão. Para o MPPR, eles cometeram abuso de autoridade com exposição com fins eleitorais.
Em março de 2024, Barichello e Guzella divulgaram em suas redes sociais e em uma rede de televisão local que tentavam prender um homem, em Curitiba, que supostamente ameaçava um advogado. Eles apareceram armados e vestindo coletes à prova de bala com a insígnia da Polícia Civil.
A Polícia Civil não tinha conhecimento da suposta operação e os dois, que são delegados, estavam afastados de seus cargos. Barichello já era deputado estadual e Tathiana Guzella era assessora parlamentar no gabinete do deputado federal Felipe Francischini (Podemos). Ou seja, não poderiam participar de operações policiais. Guzella foi eleita deputada estadual neste ano e Barichello não conseguiu se eleger deputado estadual.
O que diz o casal
Em nota, os parlamentares Tito Barichello e Tathiana Guzella ressaltaram que a apresentação da denúncia não representa condenação e afirmaram que confiam na Justiça. Eis a nota:
“Em relação à denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Paraná, o Deputado Delegado Tito Barichello e a Vereadora Delegada Tathiana esclarecem que confiam plenamente na Justiça e reafirmam seu compromisso com a legalidade, a ética e o respeito às instituições.
Ao longo de suas trajetórias profissionais, sempre pautaram suas atuações pelo cumprimento da legislação, pela defesa da sociedade, pela proteção das famílias e dos cidadãos de bem e pelo combate à criminalidade.
Ressaltam que a apresentação de uma denúncia não representa condenação e que os fatos ainda serão submetidos à devida apreciação judicial, com observância dos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência.
A defesa técnica se manifestará oportunamente nos autos, momento em que serão apresentados os esclarecimentos e elementos jurídicos necessários à demonstração da regularidade de suas condutas e ao esclarecimento integral dos fatos.
Por fim, reiteram sua confiança no Poder Judiciário e reafirmam que permanecerão firmes em seus princípios e no compromisso com a segurança pública, a justiça e a defesa da população paranaense.” (Do portal Plural).
