Motivos para um impeachmant

(por Claudio Henrique de Castro) – Aos fatos, depois ao direito.

Uma eleição montada sobre fakenews, com milhões de disparos nas redes sociais de forma ilegal, e ainda sem o julgamento da burla às eleições.

Um juiz que se transforma em ministro numa vitória eleitoral garantida, dentre outras coisas, pela galvanização de notícias de depoimentos e acordos de delação que deveriam ser sigilosos, com a seletiva escolha de notícias para divulgar na mídia às vésperas das eleições.

Para um impeachment do presidente, são necessários alguns elementos políticos.

Primeiro, é necessário um acordo com o vice-presidenter, o que é relativamente fácil. Contudo, a votação é no Congresso e no tapetão no Supremo Tribunal Federal. Isso dificilmente acontecerá tendo em vista o maciço apoio das bancadas evangélicas que, em breve, transformarão o Brasil num estado teocrático.

Outro fator importante é o apoio dos donos da opinião pública brasileira, isto é, dos canais de televisão e dos jornalões. O que também é difícil diante de uma parcela dos proprietários serem da ampla base religiosa.

Uma parte das elites (do atraso) devem também concordar com a deposição do presidente. Isso também é complicado pois há políticas fortes de incentivo a favor do garimpo, do desmatamento e da liberação dos agrotóxicos forma desenfreada para os que são protegidos pela bancada ruralista.

Mais: o forte apoio dos bancos e investidores internacionais que já festejam a reforma da previdência e a venda das estatais brasileiras. Sempre com a garantia, é claro, dos setores militares sob o rótulo de manutenção de lei e da ordem.

Portanto, trata-se de um apoio dos setores evangélicos baseados no congresso nacional, de parte do empresariado rural, dos setores do agronegócio despreocupados com a biodiversidade, das elites dos banqueiros e de grupos internacionais petrolíferos.

Por último, a barreira do Poder Judiciário, que diz amém a várias medidas que estão sendo tomadas.

Passadas essas barreiras institucionais, em nome da moralidade e do combate da corrupção, quais seriam as razões de um possível impedimento?

Consulte-se o art. 4º, incisos I a VIII da Lei 1.079/1950, e de forma, simples vamos aos fatos:

Encobrimento institucional do caso do assessor Queiroz; reiteradas declarações que atentam contra o livre exercício dos poderes constitucionais do Estado; nomeações nepotistas; uso da máquina pública com fins privados, em desfavor da probidade da administração, declarações abertamente a favor das torturas e crimes realizados no regime militar e, a cada dia, novos devaneios e declarações catastróficas.

Na fragilíssima democracia brasileira, qualquer motivo é um forte motivo.

Contudo, os maganos do andar de cima não permitirão tal investida contra um presidente legitimamente eleito que está transformando o Brasil em algo nunca antes visto, no pior sentido da palavra.

2 COMENTÁRIOS

  1. É amigo… agora é tarde. Em setembro do ano passado estas constatações poderiam ser ao menos ´ponderadas, com excessão do #zapgate que foi balançado na cara de todo mundo como a Folha na época mostrou.

    Mas tratava-se de manter o Lula em cana pra dar alguma viabilidade ao projeto de entrega do Brasil , iniciado com o golpe de 2016.

    A sensação que eu tenho é que so em 2022 , se houver eleição , é que talvez o Brasil se livre deste encosto.

    Ate lá o rumo é cada vez mais pra baixo.

    O paranaense não vai estranhar isso já que foi o que quis fazer com seu voto e a sua constante adesão às pautas da Globo , da RPC , da Veja e da Associação Comercial , do PSDB (leia-se richa e patota ) e agora da ratazaninha.

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