Mortalidade infantil pode crescer

O desmanche do Instituto Pró-Cidadania de Curitiba (IPCC), uma ONG que teve seu contrato com a prefeitura de Curitiba rompido no mês passado, pode fazer crescer o índice de mortalidade infantil na capital. O IPCC tinha 900 agentes comunitários que atuavam nas unidades básicas de saúde e percorriam as ruas, de casa em casa, para cumprir tarefas de orientação e atendimento às famílias. Eram aproximadamente 900 pessoas empenhadas neste trabalho; 500 já foram demitidas; outras 400 esperam reintegração ao trabalho.

Médicos sanitaristas com larga experiência em saúde pública afirmam que grande parte da queda dos índices de mortalidade infantil e materna que Curitiba experimentou nos últimos anos (no ano passado, foi a capital que apresentou as menores taxas) se deve à atuação dos agentes comunitários.

Por isso, não se espantarão se os índices começarem a subir já no ano que vem. A mortalidade infantil costuma ser, mundialmente, o primeiro critério de avaliação sobre a qualidade dos serviços de atenção à saúde.

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