A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), por meio de sua Comissão Executiva, lamenta o falecimento, ocorrida nesta terça-feira (24), da ex-deputada estadual Arlete Caramês, aos 82 anos. Ela estava internada no Hospital Ônix Batel, em Curitiba. O presidente da Casa, deputado Alexandre Curi (PSD), lamentou o falecimento de Arlete Caramês e destacou a trajetória de luta incansável da mãe que transformou a dor pessoal em mobilização social.
“Em busca do filho Guilherme, desaparecido em 1991, Arlete fundou o Movimento Nacional em Defesa da Criança Desaparecida no Paraná e teve papel decisivo na criação, em 1995, do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride)”, relembrou Curi.
Trajetória
Nascida em Porto União (SC), em 1943, Arlete foi uma das principais referências nacionais na defesa das famílias de crianças desaparecidas. Em 1991, o desaparecimento de seu único filho, Guilherme Caramês Tiburtius, então com 8 anos, mudou definitivamente sua história. Sem respostas até hoje, a tragédia levou a ex-bancária a dedicar-se incansavelmente à busca do menino e de outras crianças desaparecidas. No ano seguinte, fundou o Movimento Nacional da Criança Desaparecida do Paraná (CriDesPar), organização voltada à prevenção e à localização de menores desaparecidos, que lhe trouxe reconhecimento em todo o país.
Política
Em 1998, concorreu à Câmara dos Deputados, mas não se elegeu. Em 2000, foi eleita vereadora de Curitiba com a segunda maior votação daquele pleito. Em 2002, Arlete foi eleita deputada estadual, com 22.736 votos, pelo PPS, e assumiu cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná, onde chegou ao cargo de 3ª vice-presidente da Casa. No Parlamento, manteve como prioridade a defesa das crianças e o apoio às famílias atingidas por desaparecimentos, transformando sua dor pessoal em ação pública permanente.
