Moro defende governo técnico e afirma que Paraná precisa de coragem para avançar

O candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro (PL), afirmou nesta quinta-feira (20), durante participação no podcast Eu Acredito , apresentado pelo pastor Fábio Santos, que pretende levar para o governo do Estado a experiência acumulada no combate à corrupção e ao crime organizado, além de uma gestão baseada em critérios técnicos. Moro participou do programa acompanhado de Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado, e do pastor André Santos (PL), candidato a deputado federal.

Ao responder o que pretende oferecer aos paranaenses como governador, Moro afirmou que sua proposta parte de uma trajetória que, segundo ele, foi construída com credibilidade, coragem e firmeza. Ele citou sua atuação na Operação Lava Jato, no Ministério da Justiça e Segurança Pública e, posteriormente, sua posição de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Com muita humildade, a gente tem uma história de credibilidade. O trabalho que fizemos contra a corrupção na Lava Jato, o trabalho contra o crime organizado, quando fui ministro da Justiça, e agora, nesses quatro anos, a firme oposição ao governo Lula”, afirmou.

Segundo Moro, a intenção é utilizar essa experiência para enfrentar problemas cotidianos da população, especialmente nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

“Essa coragem, essa determinação, essa firmeza, devem ser utilizadas para resolver os problemas “do Sr. João, da Dona Maria”, afirmou.

Saúde como prioridade

Na área da saúde, Moro voltou a defender a criação de uma Tabela SUS Paraná, proposta que prevê a complementação, pelo Tesouro estadual, dos valores pagos pelo governo federal por procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Ele citou como referência a experiência da Tabela SUS Paulista, adotada em São Paulo, e afirmou que a medida poderia melhorar a situação financeira dos hospitais filantrópicos que atendem pelo sistema público.

“Nosso carro-chefe é tirar o SUS do vermelho aqui no Paraná”, disse.

Moro afirmou ainda que, durante os últimos quatro anos, percorreu diferentes regiões do Estado e visitou hospitais que prestam serviços ao SUS. Segundo ele, encontrou dificuldades financeiras em instituições de diferentes perfis, como hospitais evangélicos, católicos, filantrópicos e Santas Casas.

O candidato também defendeu que o aumento do financiamento permita ampliar a oferta de serviços e, consequentemente, reduzir as filas para consultas, cirurgias e medicamentos.

Governo com perfil técnico

Além das propostas, Moro destacou a necessidade de capacidade de execução. Ele afirmou que pretende formar um governo “técnico, de direita e centro-direita”, baseado, segundo ele, nos princípios de liberdade e integridade.

A proposta é escolher para as secretarias estaduais profissionais com formação e experiência compatíveis com cada área.

Ao citar exemplos, o candidato do PL afirmou que não considera adequado que funções técnicas sejam ocupadas por pessoas sem formação relacionada ao setor. “Na Secretaria de Infraestrutura tem que ter um engenheiro, alguém que entenda de obra, alguém que entenda de números”, afirmou.

Moro disse que pretende dar continuidade a projetos positivos da atual administração, mas afirmou que considera possível avançar em diferentes áreas.

“Apesar dos méritos do Ratinho Junior, vamos dar continuidade aos bons projetos dele, mas entendemos que o Paraná pode mais e pode melhor”, declarou.

Críticas aos adversários

Durante a entrevista, Moro também fez críticas aos demais grupos que disputam o Governo do Paraná. Ele afirmou que um de seus adversários seria um “aliado expresso” do governo Lula e classificou outro grupo como “aliado implícito”, em referência ao Centrão.

Moro questionou os possíveis acordos políticos envolvendo a formação de uma frente ampla e afirmou que sua proposta seria diferente.

“O PL, o Novo, o Podemos, aqui no Paraná, têm o melhor grupo”, afirmou, ao defender a união entre os partidos que integram sua aliança.

Ao longo da entrevista, Moro apresentou a ideia de um governo com maior participação de profissionais técnicos nas áreas de gestão e reiterou que pretende utilizar sua experiência na magistratura, no combate à corrupção e na segurança pública para enfrentar problemas considerados prioritários no Estado.

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