O candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro, defendeu nesta quarta-feira (26) um diálogo permanente com os profissionais da segurança pública e afirmou que as políticas para o setor não podem ser definidas de forma unilateral. A declaração foi feita durante encontro com representantes do Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), em Curitiba.
“Não se governa de cima para baixo. Não existe segurança pública de qualidade se a gente não valorizar o policial. E a primeira maneira de valorizar o policial é abrindo o diálogo”, afirmou Moro.
Políticas de segurança
Durante a reunião, o candidato disse que os policiais devem participar não apenas das discussões relacionadas às condições de trabalho, mas também da formulação das políticas públicas de segurança. “O policial tem que participar da construção da segurança pública. O compromisso é estar sempre aberto a ouvir as demandas, sejam corporativas ou relacionadas à própria construção das políticas públicas pela Polícia Civil”, acrescentou.
Moro recebeu do Sinclapol uma agenda de propostas prioritárias da categoria, organizada em quatro eixos: valorização remuneratória e previdenciária; saúde, jornada e qualidade de vida; efetivo, gestão e infraestrutura; e modernização institucional.
Integração no combate ao crime organizado
No encontro, Moro também defendeu a criação de forças-tarefa integradas para combater e desmantelar facções criminosas que atuam no Paraná. A proposta prevê a atuação conjunta das polícias Civil e Militar e da Polícia Científica em operações com alvos e missões previamente definidos. “Queremos criar forças-tarefa integradas, colocando a Polícia Civil junto com a Polícia Militar e a Polícia Científica, para enfrentar e desmantelar essas facções. Uma força-tarefa com missão: desmantelar a quadrilha, prender os líderes e confiscar o patrimônio”, afirmou.
Saúde
Ainda nesta quarta-feira, Moro esteve na Associação Médica do Paraná (AMP), onde apresentou propostas para a saúde e ouviu representantes do setor.
Entre os principais temas discutidos esteve a defasagem dos valores pagos pelos procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde. Moro apresentou a proposta de criar a tabela SUS Paranaense, que prevê complementação com verba estadual para ampliar a remuneração dos serviços prestados ao SUS e contribuir para a sustentabilidade de hospitais e instituições de saúde. “Vamos implantar a Tabela SUS Paranaense, nos moldes do que foi feito em São Paulo, para melhorar a remuneração dos hospitais e ampliar a oferta de atendimento. O Paraná tem uma rede hospitalar de excelência, mas precisamos garantir recursos para que esses hospitais possam atender melhor a população.”, afirmou Moro.
Representantes da área médica também defenderam maior rigor e critérios técnicos para a abertura de novos cursos de Medicina no Paraná.
