
Brasília foi palco esta semana de reunião organizada pelo movimento “Brasília capital do Império”, grupo monarquista que milita para que, caso o Brasil volte ao regime abandonado há 129 anos, Brasília seja o símbolo maior do Império. Assim como as mais que conhecidas ressalvas do soberano ao PT, os organizadores do encontro também criticaram o PSDB que, por sua origem social-democrata, foi considerado “claramente de esquerda” e, por isso, adversário dos interesses da monarquia.
A figura central do encontro foi o príncipe dom Bertrand de Orleans e Bragança, 77 anos, bisneto da princesa Isabel, trineto do imperador dom Pedro II. Ele é o segundo na linha de sucessão ao trono brasileiro. Tem uma opinião forte: as próximas eleições não resolverão nada – cada presidente eleito escolhe seus ministros comprando partidos.
Além disso, o regime republicano não é natural. Natural é a monarquia. Seu raciocínio é bem simples:
— Todas as crianças nascem monarquistas, depois é que são corrompidas pelo regime republicano. Todas querem brincar de principezinho, princesinha. Nunca vi uma criança brincando de presidentezinho, de primeira-daminha — discursa.
Apoiado em um modesto púlpito de madeira, Dom Bertrand discursa longamente sobre a importância de se restaurar a monarquia no Brasil e sobre como o brasileiro é “bom e monarquista em sua essência”. Não demora até que apresente suas críticas à corrupção dos anos de República e aos políticos, especialmente os do PT.
— Temos 129 anos de República e qual o resultado? Corrupção, frustração e falsas esperanças no futuro de uma eleição. Essa eleição não vai resolver nada, porque cada presidente forma ministério comprando apoio dos partidos. É uma casa de negócios, como Rui Barbosa dizia — diz o príncipe, com semblante preocupado.
Ninguém lhe fez a pergunta: “sois rei?”
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Frei Vicente do Salvador, nosso primeiro historiador, atestou lapidarmente: “Aqui ninguém é repúblico!” Nossa república, declarada provisoriamente (sem convicção, portanto), com o exílio de D Pedro II, foi ficando e resultou nisso que temos: uma cleptocracia! E agora, José?, diria o poeta gauche Drummond.
É isso aí Cynthia! Vamos coroar Sérgio Moro rei do Brasil. E Dom Deltan Dallagnol como Primaz da Igreja da Purificação Política. O Paraná é o exemplo para o Brasil !Já temos a assembléia legislativa mais honesta do mundo e o judiciário mais atuante do planeta! Viva o Moronhão!
Acho que estamos em um “contraponto” caro colega. Me refiro a outra situação que não acerca deste tipo de protagonismo. Mas considero de extrema valia sua colocação, embora fora deste contexto de “lava-jato” que me refero. Aliás, a Lava-jato, em seus desdobramentos, não se limita ao Moro e à instância de piso. (contraponto.jor.br/o-caso-do-juiz-do-parana-que-virou-auxiliar-no-stj/)
Espero que compreenda e reforce. Obrigada mesmo assim.
E quando o Príncipe, que casou com a filha do Rei, agora pensando ser o próprio Rei, esquece que o Rei foi destronado e está prestes a ser condenado pela própria justiça que dizia estar ao seu lado?? O Príncipe busca reinar na corte em que seu Rei reinou, mas agora sob os olhos de súditos não tão súditos assim. Os abusos não acabam; as mentiras se proliferam e imperam; e o passado…. esse foi suspenso por 11 anos e ninguém quer descongelá-lo. Enquando isso, os servos e a burguesia iatista/canoista têm que tolerar tamanha arrogância que emergiu dos fundos e chegou ao topo, sob degraus formados por favores, chantagens e mentiras. É a Monarquia de Brasília? Ou a volta da velha política do “cerrado-com-leite”, só que desta vez sem café?
Abaixo o Rei que não é Rei, pois quem vem reinando no país é a Verdade. Agradando ou não, mas incomodando. Que venham outras Lava-Jatos, mas sob um protagonismo difuso, começando pelas pessoas de bem que calados permanecem.