Mistério: para onde vai o dinheiro do passageiro?

Reina ainda grande mistério sobre como a prefeitura está pretendendo usar os 43 centavos a mais que está tirando de cada passageiro de ônibus de Curitiba. O usuário paga R$ 4,25 cada vez que roda a catraca, mas a prefeitura, por meio da Urbs, transfere às empresas concessionárias R$ 3,79 (novo valor da tarifa técnica. O dinheiro é recolhido ao Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC), administrado pela Urbs.

A decisão de aumentar exorbitantemente a tarifa para o passageiro (de R$ 3,70 para R$ 4,25) desde os primeiros dias fevereiro deste ano foi justificada pela necessidade de renovar a frota de ônibus de Curitiba, que conta com quase 500 dos veículos com idade pra lá de vencida.

A diferença entre a tarifa do passageiro e a técnica rende R$ 9 milhões por mês ao Fundo, o suficiente para compra pelo menos 10 biarticulados de última geração. Ou 120 novos veículos por ano.

O deputado Ney Leprevost sugeriu que a prefeitura baixe imediatamente o valor da passagem, já que a renovação da frota está embutida na tarifa técnica e é de obrigação das concessionárias.

Já o vereador Bruno Pessuti também questiona a o documento questiona o Executivo sobre a arrecadação do Fundo de Urbanização. Pessuti pede que à prefeitura informe a receita do FUC mês a mês e qual é a previsão de arrecadação nos próximos 12 meses. O vereador também pede esclarecimentos sobre como a prefeitura utilizará a diferença de valor entre a tarifa social, fixada em R$4,25 e a tarifa técnica, atualmente de R$3,79.

A prefeitura vai comprar os ônibus novos e entregá-los à exploração das concessionárias? Pode isso, Arnaldo? Ou vai criar linhas públicas administradas diretamente pelo município? Ou, ainda, repassará em dinheiro os valores depositados aos empresários do transporte?

São perguntas de interesse público e que precisam ser respondidas por Rafael Greca.

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