A deputada estadual Márcia Huçulak (PSD) desmentiu na manhã desta quarta-feira (2), durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) a informação do deputado Denian Couto (Podemos), dada num aparte, de que não há vacinas contra a Covid -19 na rede pública de Curitiba e do interior do Paraná. Em Curitiba, há vacinas, sim, disse a parlamentar, segundo a qual não se pode ideologizar a questão das vacinas anti-Covid-19.
Boa parte da sessão foi ocupada com uma discussão sobre a obrigatoriedade de os pais levarem seus filhos à vacinação, tema levantado pelo deputado Márcio Pacheco (PP), que se manifestou contra essa obrigatoriedade e lembrou que o Paraná é o único Estado brasileiro que tem uma lei que derrubou a obrigatoriedade. A questão também foi discutida pelos deputados Luiz Cláudio Romanelli (PDS) e Arilson Chiorato (PT).
Defesa
Márcia Huçulak saiu em defesa da eficácia da vacinação e contra a politização do tema. “Infelizmente, se colocou ideologia num assunto que dever ser da ciência, que muitas vezes é negada”, afirmou ela, ex-secretária de Saúde de Curitiba.
Com isso, diz a parlamentar, o debate sobre o tema sai prejudicado e pode induzir a população a erros. “O Brasil poderia ter tito 1/3 a menos de morte pela covid-19 se não tivesse colocado ideologia na ciência”, afirmou.
Posicionamentos
Durante a sessão plenária, parlamentares corroboraram com o posicionamento da deputada e enalteceram o trabalho de Márcia frente à Secretária Municipal de Saúde de Curitiba durante a pandemia da covid-19.
“Foi uma valorosa secretária de saúde que lutou contra os obscurantistas e negacionistas. Nós, curitibanos e paranaenses, devemos muito à sua determinação e força”, disse o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD). “Parabenizo pelo trabalho como profissional de saúde, como mulher, e como autoridade sanitária”, destacou o deputado Arilson Chiorato (PT).
Histórico
Márcia lembrou que o Brasil tem uma história de mais de 50 anos que comprova a eficácia de todas as vacinas.
O Programa Nacional de Imunização (PNI) é de 1973 e atualmente inclui 47 imunobiológicos (dos quais 30 são vacinas, 13 soros e 4 imunoglobulinas), que contemplam tanto o calendário de imunização quanto o tratamento de algumas doenças (como câncer e insuficiência renal).
Segundo ela, o PNI foi fundamental para o controle de várias doenças no país, como sarampo e poliomielite.
