Livro exibido por deputado sobre a vacina Pfizer é polêmico

Na sessão plenária da última terça-feira (8), da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o deputado estadual Ricardo Arruda (PL) mostrou da tribuna o livro “The Pfizer Papers”, da jornalista norte-americana Naomi Wolf. Segundo o parlamentar, a obra tem 41 estudos comprovados dos efeitos colaterais gravíssimos da vacina contra a covid-19. “Aqui é um estudo científico”, assegurou Arruda.

O Projeto Comprova, todavia, fez uma investigação de um post da médica Raissa Soares sobre o referido livro. Nesse post, a médica afirma que a obra comprova que a vacina da farmacêutica Pfizer contra a covid-19 matou 1.223 pessoas. O resultado da investigação do Comprova foi publicado no dia 25 de fevereiro último pelos jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e pelo Uol.

Diz o resultado que o livro “apresenta um compilado de conclusões que já foram classificadas como desinformação desde o começo da pandemia. O livro se baseia em um pedido de licença biológica da Pfizer enviado à agência sanitária dos Estados Unidos (FDA). O relatório contido neste pedido começou a ser divulgado no início de 2022 pela FDA a pedido de um grupo de médicos, após determinação da Justiça norte-americana”.

E acrescenta: “O documento analisa mais de 40 mil relatos pós-imunização nos Estados Unidos, mas diz não haver relação de causa e efeito dos efeitos colaterais relatados com os imunizantes. Ou seja, ele não é uma pesquisa científica, mas sim um apanhado que envolve relatos espontâneos, utilizado pela farmacêutica para identificar eventuais efeitos adversos graves. Não há comprovação, deste modo, que as vacinas tenham relação com essas mortes”.

A matéria informa ainda que, “Como o Comprova já mostrou, os documentos da Pfizer “afirmam, sim, que 1.223 pessoas que se vacinaram morreram entre a autorização do uso emergencial da vacina pela FDA, o que ocorreu em 10 de dezembro de 2020, e 28 de fevereiro de 2021, mas não relacionam esses óbitos à vacina”. Ou seja, os dados podem incluir, por exemplo, pessoas que morreram de uma condição médica que já existia antes de se imunizarem”.

O jornal afirma, também que “o Estadão Verifica publicou, em junho de 2023, que, segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, não havia nenhuma morte relacionada à vacina da Pfizer. Além disso, a segurança dos imunizantes continua sendo monitorada por órgãos regulatórios e os produtos seguem sendo recomendados”.

Como se vê, a polêmica está aberta.

(Foto: reprodução da TV Assembleia).

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