Leiloadas três áreas do porto de Paranaguá

O Paraná é o primeiro estado do Brasil a ter um porto público com 100% da sua área regularizada. A marca inédita foi alcançada nesta quarta-feira (30) com a realização de três leilões de arrendamento de áreas do Porto de Paranaguá, que aconteceram na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, com a presença do governador Ratinho Junior (PSD). Com a conclusão do processo, o porto receberá R$ 2,2 bilhões de novos investimentos privados ao longo de 35 anos, além de outros R$ 855 milhões em outorgas – o valor equivale a quase 140% do faturamento do porto em 2024.
As concorrências foram organizadas pela Portos do Paraná, empresa pública responsável pela administração dos portos de Paranaguá e Antonina. As disputas já representavam um marco para o Estado por serem os leilões públicos que atraíram o maior número de concorrentes na B3 – uma das áreas atraiu seis concorrentes, enquanto as outras duas envolveram a concorrência de cinco empresas cada.
Segundo o governador, os investimentos a serem feitos pelas empresas que arremataram cada área contribuem com os indicadores obtidos pelo Porto de Paranaguá. A medida se soma a outras tomadas a partir de 2019 pelo Governo do Estado para ampliação da capacidade e da eficiência do porto e que integram uma estratégia maior de transformação do Paraná na maior central logística da América do Sul.
Áreas
As três áreas arrematadas são denominadas PAR14, PAR15 e PAR25 e se destinam ao armazenamento e à movimentação de granéis sólidos vegetais – majoritariamente soja, farelo e milho. Juntas, elas possuem cerca de 169 mil metros quadrados, uma área maior que a do Estádio do Morumbi.
Os leilões são do tipo brownfield, em que os terrenos já possuem estrutura adequada às atividades portuárias por serem previamente utilizados.
As empresas responsáveis pelas áreas foram definidas com base no maior lance de outorga oferecido, que somaram R$ 855 milhões nos três leilões. Além deste montante, os vencedores deverão aportar, juntos, cerca de R$ 2,2 bilhões ao longo de um cronograma de 35 anos do contrato, sendo que os primeiros investimentos estão previstos para ocorrer no período inicial da concessão.
Propostas vencedoras
A PAR14 recebeu propostas de cinco concorrentes e teve como vencedora a BTG Pactual Commodities, com uma proposta final de outorga de R$ 225 milhões. A área possui 82,4 mil metros quadrados e deverá receber R$ 529 milhões de investimento em melhorias e ampliações do terminal existente e mais R$ 477 milhões infraestrutura pública, o que inclui melhorias na recepção rodoviária, conexão com o Moegão Ferroviária e um sistema de movimentação de granel interligado ao novo píer em T.
A área que atraiu o maior número de interessados foi a PAR15. Com 43,2 mil metros quadrados, ela foi arrematada pela Cargill Brasil Participações, que nos próximos 35 anos deverá investir R$ 293 milhões no próprio terminal, R$ 311 milhões em aportes financeiros nas áreas públicas, além da outorga vencedora, no valor de R$ 411 milhões.
Por fim, o contrato da PAR25 ficou com o Consórcio ALDC. O grupo venceu outras quatro concorrentes com uma proposta de outorga final de R$ 219 milhões e administrará uma área de 43,4 mil metros quadrados. Durante a vigência do contrato, o Consórcio ALDC deverá investir R$ 233 milhões em melhorias no terminal e outros R$ 331 milhões em infraestrutura pública do porto, incluindo obras de pavimentação, sistema de transporte de cargas por correias e conexões com o Moegão Ferroviário. (AEN/ Foto: Jonathan Campos/AEN).

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