Justiça impede TCE de reduzir Ministério Público de Contas

Os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado queriam se livrar do maior número possível de procuradores do Ministério Público de Contas. Eles incomodam; vivem questionando criando problemas que contrariam as “normas de boa convivência” do TCE com os demais poderes – exceto com os geralmente indefesos e simples prefeitos dos menores municípios do Paraná.

Na tentativa de reduzir de 11 para 7 o número de procuradores e extirpar algumas das prerrogativas do MPdeC, a presidência do Tribunal de Contas havia impetrado na gestão anterior um mandado de segurança junto ao Tribunal de Justiça. O acórdão com a decisão foi publicado nesta terça-feira (16), da lavra do desembargador Luís Carlos Xavier: é contra a pretensão da presidência do TCE de tomar qualquer iniciativa que implique em mudanças do Ministério Público de Contas.

O Tribunal de Contas pretendia encaminhar a proposição na forma de projeto de lei à Assembleia Legislativa, mas foi barrado pelo TJ. Diz o acórdão: “reduzir o número de membros do Parquet Especializado, sem a participação deste órgão, ao mesmo tempo em que restringe a sua atuação, implica em lesão à independência funcional e às demais prerrogativas inerentes ao exercício das funções de seus membros”.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Uns tempos passados els, os de alto coturno nos Tribunais de Contas se chamavam de ministro. Acabaram com essa titulação e passaram a ser conselheiros. Agora estes se atrapalham em justificar seus votos favoráveis ao governo de plantão, que na imensa maioria colide com pareceres técnicos dos membros do TC e dos procuradores e assim ficam expostos a criticas que são sempre procedentes.
    Então não seria mais econômico, mais fácil acabar de vez com os Tribunais de Contas e com seus “conselheiros” ?
    Seria uma economia grande, considerando seus salários e outras mordomias comparando com a produção dada como retorno à sociedade, visto que somente os municípios pequenos pagam as punições.

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