Justiça Eleitoral nas universidades é faísca em gasolina

(por Ruth Bolognese) – As ações da Justiça Eleitoral nas universidades públicas, em busca de propaganda eleitoral irregular, podem antecipar no meio acadêmico um movimento geral e previsível. O candidato favorito para vencer a eleição, segundo todas as pesquisas, Jair Bolsonaro, já se manifestou favorável à cobrança de mensalidade nas universidades de todo o país.

Juntando-se as duas coisas – a repressão contra a liberdade de expressão dos estudantes em seus próprios campi e a possibilidade da cobrança de mensalidade – eis aí faísca em gasolina que qualquer governo recém-eleito precisa evitar para não ter que lidar com a rua lotada de manifestantes em curtíssimo espaço de tempo.

O conselho do ministro do STF, Gilmar Mendes – logo ele! -, tem razão quando recomenda cautela para a Justiça Eleitoral. Afinal, universidades sempre foram lugar próprios para a ebulição política. E isto é bom.

Já o liberal ministro Luiz Roberto Barroso, registra a Folha de S.Paulo, afirmou durante palestra numa universidade da Colômbia que, embora não fale sobre casos concretos, “a polícia, como regra, só deve entrar em uma universidade se for para estudar”.

Barroso se referia aos recentes episódios em que instituições de ensino universitário têm sido alvo de ações policiais. As medidas, na maior parte delas relacionadas à fiscalização de suposta propaganda eleitoral irregular, vêm acontecendo nos últimos três dias. Algumas também envolvem fiscais de tribunais eleitorais. Críticos das operações apontam censura.

No Rio de Janeiro, por exemplo, a Justiça Eleitoral ordenou que a Faculdade de Direito da UFF (Universidade Federal Fluminense) retirasse da fachada uma bandeira em que aparece a mensagem “Direito UFF Antifascista”. O item chegou a ser removido na terça-feira (23) sem que houvesse mandado judicial, mas logo depois foi recolocada por alunos.

6 COMENTÁRIOS

  1. Universitários cagarem e mijarem em frente às igrejas, nas ruas, encenarem peças pornôs nos próprios “campi” e transformaram as suas escadarias em cracolândias podem O gramscismo assumiu as cátedras dos antigos templos do saber que encaminham analfabetos funcionais para o mercado, jornalistas de prancheta, sugadores do gugo, da uiquipédia…Q

  2. Que tal protestar menos e estudar mais? Afinal de contas, a sociedade paga pesados tributos para manter essas universidades públicas, não queremos ver professores e alunos esquerdistinhas desperdiçando nosso suado dinheiro e defendendo uma quadrilha disfarçada de partido, ok?

    • Fale por si cara pálida. Aposto que nem passou no vestibular e está aí toda cheia de dor de cotovelo falando das pessoas que cursam alguns dos mais renomados e difíceis cursos e que depois por isso e não por serem esquerdinhas, são mais competentes que vc e pegam as melhores vagas do mercado. Também o mercado nao aprova pessoas com atitudes autoritárias e anti democráticas, isso é péssimo para os negócios. Aposto que vc vota no bolsonaro, isso é coisa de gente rancorosa mesmo. Lembra do orkut? tinha uma comunidade: ai desculpa, mas a minha é federal.

  3. Dona Ruti – o critério et esse produziu mantém, se não fecha. Apliques isso as universidades paranaenses e o q ter-se-a a não ser um mimimi inútil e jeca – pega o dinheiro e financia bolsa para paranaenses na Alemanha

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