A intercomunicação entre os pilotos do avião que trazia Lula a Curitiba com outros de aeronaves que estavam na mesma frequência foi constrangedora. Já de início, todos receberam uma advertência de algum comandante da operação para que todos falassem apenas o necessário. “Vamos respeitar o nosso trabalho”, apelava. Não adiantou muito. Logo em seguida, outro piloto replicava: “Eu respeito, mas manda esse lixo janela abaixo, aí!”
A operadora da torre do aeroporto do Bacacheri interveio imediatamente e fez nova advertência, lembrando: “Pessoal: a frequência é toda gravada e ela pode ser usada contra nós. Então, mantenham a fraseologia padrão na frequência, por gentileza!”.
Seguiram-se latidos, grunhidos e rosnados. Ouçam:
