A investigação sobre o gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no tempo em que o atual senador era deputado estadual,  atinge um total de 37 imóveis supostamente ligados ao senador do PSL e sua família, além da empresa Bolsontini Chocolates e Café, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. São ao todo 14 apartamentos e 23 salas comerciais nas regiões de Copacabana, Botafogo, Barra da Tijuca e Jacarepaguá. O parlamentar nega ter cometido qualquer crime e se diz perseguido.

No pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Flávio e outras 94 pessoas e empresas, feito em abril, o Ministério Público afirmava já ter reunido informações de que ele investira R$ 9,4 milhões na aquisição de 19 imóveis. Em 21 de março, no entanto, foram relacionados os 37 imóveis em um pedido de informações a cartórios do Rio.

O documento é assinado por três promotores estaduais, que requisitaram cópias das certidões para verificar se existe algum tipo de dívida, quem são seus proprietários e quando e como eles foram adquiridos.

A investigação sobre o patrimônio de Flávio é uma das linhas de apuração ligadas ao caso dos supostos pagamentos irregulares detectados em seu gabinete e das movimentações bancárias atípicas nas contas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz.