Grupo de empresários fez manobras tributárias, aponta Receita Federal

O jornal Folha de S. Paulo publica nesta quarta-feira (24) um levantamento que aponta que a Receita Federal (RF) multou empresários bolsonaristas por supostas manobras tributárias. A intenção dos donos das empresas seria, segundo auditores do órgão ouvidos pelo jornal, evitar pagamento integral de impostos.

Entre as irregularidades apontadas está a simulação de operações de compra e venda de aeronaves, além do uso de documentos falsificados para recolher contribuições previdenciárias. De acordo com o levantamento, oito empresários ligados ao governo devem cerca de R$ 650 milhões em valores cobrados pela Receita, contestados no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a última instância de questionamentos no Executivo.

O levantamento da Folha também aponta registros na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Após decisões judiciais, o órgão cobra pendências transitadas em julgado e registradas na dívida ativa da União. Dentre os empresários, Luciano Hang, dono das Lojas Havan, é o recordista em infrações e contestações no Carf, segundo os técnicos. Na Receita, a Havan deve ao menos R$ 57,9 milhões.

Há ainda R$ 13,2 milhões em cobrança pela PGFN e mais R$ 123 milhões parcelados pelo último Refis (programa de repactuação de dívidas tributárias). Em janeiro deste ano, os empresários Rubens Menin, dono da MRV Engenharia e principal acionista do canal CNN Brasil, e Salim Mattar, um dos fundadores da Localiza e hoje secretário de Desestatização e Privatização do Ministério da Economia, recorreram ao Carf de uma multa aplicada pelo fisco que, se fosse paga à vista nesta quarta-feira (24), seria de cerca de R$ 140 milhões, diz a reportagem da Folha.

Consultado, Luciano Hang, também conhecido como “Véio” da Havan, não quis comentar os casos. Na lista de empresários em disputas com o fisco e a PGFN, de acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, constam ainda Flávio Rocha (Riachuelo), Junior Durski (Madero), Edgtard Corona (SmartFi) e Sebastião Bonfim (Centauro). Rocha afirmou que os débitos da Riachuelo e da confecção Guararapes são indevidos.

 

 

 

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