Greca vai congelar passagem de ônibus

Já se viu este filme: passagem de ônibus não sobe em ano de eleição. É o que está planejado para acontecer em 2018 em Curitiba, ano em que o padrinho político do prefeito Rafael Greca, o governador Beto Richa, será candidato a senador e precisa dos votos dos eleitores da capital e região metropolitana, os mais renitentes, segundo as pesquisas, a devolver-lhe bons índices de popularidade.

Pelo contrato com as concessionárias, a passagem é recalculada a cada 26 de fevereiro e sobe anualmente de influenciado sobretudo pela inflação dos componentes do transporte e pelo reajuste dos salários de motoristas e cobradores – item que pesa mais de 40% na planilha de custos do sistema. Esta planilha define a tarifa técnica, aquela que é paga pela Urbs às concessionárias por passageiro transportado, que atualmente está em R$ 4,07. Como o passageiro paga na catraca R$ 4,25, a Urbs acumula uma diferença positiva de R$ 0,18.

A promessa do prefeito é não mexer no que o passageiro paga, mas aumentar o que for necessário para remunerar as empresas – isto é, pretende usar a atual margem positiva que a Urbs acumula para não deixar as empresas da mão.

Já conformados com os exorbitantes R$ 4,25 – a mais alta tarifa do país – desde o ano passado, os usuários vão “agradecer” pelo congelamento.

 

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