Nos bastidores a conversa é outra: Michel Temer já se convenceu que ele e seus ministros subestimaram o potencial da greve dos caminhoneiros e agora tem receio de que o movimento tome uma proporção semelhante à dos protestos de 2013, ressuscitando o “Fora Temer”. A avaliação é de a greve aumentou o desgaste do presidente e há preocupação de que os protestos nas ruas, por causa do desabastecimento, se transformem em uma convulsão social.
O governo já admite claramente também que demorou a perceber a presença de empresários incentivando a continuidade do movimento, o chamado locaute, para obter a redução do preço do óleo diesel. Avaliam, ainda, que também demoraram a identificar o caráter político-partidário de parte dos manifestantes.
O governo agora teme as consequências da disputa política que trava com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, pré-candidato a presidente. O deputado sempre faz questão de destacar que a Câmara e o governo têm “visões distintas” sobre a questão tributária. Foi de Maia a proposta aprovada pela Câmara, na semana passada, zerando o PIS/Cofins sobre o diesel. As articulações de Rodrigo Maia têm irritado cada vez mais o Planalto.
Além disso, o governo identificou que simpatizantes do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) se infiltraram na greve dos caminhoneiros. Há também apreensão com a promessa de greve de 72 horas dos petroleiros, anunciada para esta quarta-feira (30). No diagnóstico do Planalto, esse movimento tem o apoio do PT e da CUT.

É só escrever no YouTube: ” amanhã vai ser maior” Brasília. As imagens e o texto que os manifestantes ensaiaram, são mensagens suficientes para temer perder o sono ….pq a resiliência dele em termos de perder a falta de vergonha na cara ja foi faz tempo, rende uma tese de doutorado em psicologia esse homem né….