Primeiro político a desconfiar da segurança da urna eletrônica assim que ela começou a ser usada no país nos anos 1990, o senador Roberto Requião exigia que que elas fossem capazes também de imprimir os votos dos eleitores. Seria a maneira mais segura para evitar fraudes e desconfianças, argumentou.
Sua ideia foi seguida por muita gente até que, pela primeira vez, o sistema de impressão virou lei (13.165/15) e passaria a ser usado já a partir da eleição de 2018.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, acha que a implantação deve ser adiada. Argumenta com as despesas altas que a nova urna vai gerar para os cofres públicos. Protótipos já foram apresentados e aprovados pelo TSE, mas prevê-se que o custo de cada engenhoca vai girar em torno de 800 dólares (coisa de R$ 2.500,00).
No primeiro ano, a título experimental, seriam utilizadas apenas 35 mil urnas do novo modelo, mas em dez anos seriam necessárias 600 mil para atender todas as sessões eleitorais do país. Gilmar fez as contas e achou tudo muito caro: em tempos de crise, melhor esperar, diz ele.
Requião vai reclamar de Gilmar?
