Gaeco exige outros bens de Richa para devolver óculos e relógios

Os objetos de luxo de uso pessoal do ex-governador Beto Richa, apreendidos durante busca feita em casa em 19 de março passado, podem valer até cerca de R$ 7,8 milhões, segundo a avaliação máxima feita pelo Gaeco na comparação com objetos das mesmas marcas e similaridade com preços anunciados nas redes sociais. Na estimativa mais baixa – considerando itens mais simples e com preços mais acessíveis –  valeriam apenas R$ 88 mil.

O levantamento realizado pelos promotores do Gaeco foi encaminhado ao Tribunal de Justiça para argumentar que os objetos apreendidos devem ser, sim, colocados à venda como forma de ressarcimento, ainda que parcial, dos prejuízos verificados pela Operação Quadro Negro, que investigou desvio de recursos públicos da ordem de R$ 20 milhões na construção e reforma de escolas estaduais.

O Gaeco concorda em devolver os objetos, mas pede à Justiça que determine a Beto Richa a apresentação de outros bens que garantam o ressarcimento total dos prejuízos. É o que está escrito em petições que o MP protocolou junto à 2.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça e à 9.ª Vara Criminal de Curitiba, juntando a elas as avaliações informações que realizou.

Enquanto isso, como escreve na petição,

[…] em face do que restou aclarado nos autos, o MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ requer seja a r. decisão reformada, para o fim de que não sejam restituídos quaisquer dos bens apreendidos junto ao apelado CARLOS ALBERTO RICHA, determinando-se sua imediata alienação antecipada, nos termos em que requerido no pedido inicial, por ser medida de Direito.

O levantamento de preços abrangeu sobretudo os óculos e relógios de grife que foram encontrados no apartamento do ex-governador quando de sua terceira prisão, em março.

A avaliação dos objetos

O pedido ao Tribunal de Justiça

A petição ao juiz da 9.ª Vara Criminal

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