O empresariado do Paraná está fazendo um aviso que, se não fosse pela falta de gasolina, tem imenso potencial para colocar mais fogo na pradaria: vai ser difícil pagar salário para seus empregados, recolher encargos e impostos no início desde mês de junho em razão dos prejuízos causados pela paralisação dos caminhoneiros.
Esta preocupação foi externada na noite desta segunda-feira (28) durante reunião do G&, o grupo que reúne as principais entidades do setor produtivos paranaense: Fiep, Fecomercio, Faep, Ocepar, Fetranspar, Faciap e Associação Comercial do Paraná. O grupo esteve reunido também com a governadora Cida Borghetti para externar a preocupação.
Desde o início da paralisação, o setor produtivo calcula prejuízo superior a R$ 1 bilhão. Só na área das cooperativas agropecuárias, as perdas já chegam a R$ 170 milhões. Segundo a Ocepar, 7 milhões de pintinhos de 1 dia de vida morreram por falta de ração; 14 milhões de aves e 70 mil suínos deixaram de ser abatidos; e 3 milhões de litros de leite por dia não foram industrializados.
O presidente da Associação Comercial do Paraná, por sua vez, partiu para o terreno prático: Gláucio Geara informou que os empresários ficaram sem dinheiro em caixa para pagar a folha de salários e solicitou formalmente ao governo estadual e à prefeitura de Curitiba o adiamento dos prazos para pagamento do ICMS e do ISS, única forma que vê para evitar o pior – atrasar salário ou demitir empregados.
