Em sabatina, Alexandre Curi defende representação de verdade do Paraná no Senado

O candidato ao Senado Alexandre Curi (Republicanos) defendeu nesta segunda-feira (31), durante sabatina ao vivo da RPC, que o Paraná volte a ter uma representação de verdade no Senado, mais presente nos municípios e atuante na defesa dos interesses do Estado em Brasília. Primeiro entrevistado da série da emissora com os candidatos à Casa, Curi afirmou que pretende recuperar o protagonismo do Paraná no Congresso e fazer com que os problemas concretos da população voltem ao centro do debate nacional. “Há quanto tempo um senador do Paraná não visita a sua cidade, a sua região?”, questionou Curi. “Eu quero que o Paraná volte a ter protagonismo no Senado.”

Curi lembrou que conhece os 399 municípios paranaenses e afirmou que uma das razões para aceitar a candidatura ao Senado foi justamente a avaliação de que o Estado precisa de uma representação mais presente em Brasília. Segundo ele, o Paraná avançou nos últimos anos, mas deixou de contar com o apoio que poderia ter recebido de seus senadores em pautas estratégicas. “Uma das funções do senador é estar lá defendendo o seu Estado”, afirmou.

“O Brasil precisa voltar a discutir o Brasil”

Ao longo dos 30 minutos de entrevista, Curi defendeu que o Senado reduza o espaço dedicado às disputas ideológicas e retome o debate sobre questões que interferem diretamente na vida das pessoas, como emprego, segurança, infraestrutura e desenvolvimento econômico.

“O Senado não debate mais o Brasil. O Senado debate essa pauta ideológica e não se debate mais as políticas públicas importantes para esse país”, afirmou.

Ao falar sobre segurança pública e defender mudanças na legislação penal, Curi resumiu a visão que pretende levar ao Congresso: “O Brasil precisa voltar a discutir o Brasil”.

Para o candidato, o enfrentamento à polarização não significa ausência de posições políticas, mas a necessidade de transformar o mandato em resultados concretos.

Redução da jornada com proteção ao emprego

Questionado sobre o fim da escala 6×1, Curi se declarou favorável à redução da jornada de trabalho, mas defendeu que a mudança seja acompanhada de medidas para evitar demissões, especialmente nas pequenas e microempresas.

“Defendo os trabalhadores, defendo a redução da jornada de trabalho, mas não podemos seis meses depois gerar uma onda de demissão”, afirmou.

Curi defendeu que o debate inclua compensações tributárias aos pequenos negócios. Para ele, a redução da jornada pode proporcionar mais tempo para o convívio familiar e contribuir para enfrentar os altos níveis de estresse, mas precisa ser implementada com responsabilidade.

“Pergunte para o dono do mercado, para o dono da farmácia, para o comerciante, se ele tem condições de contratar um funcionário a mais”, disse.

Leis mais duras e segurança nas estradas

Outro tema da entrevista foi a sequência de acidentes graves nas rodovias paranaenses. Questionado sobre mudanças na legislação para responsabilizar motoristas envolvidos em acidentes com mortes, Curi assumiu o compromisso de trabalhar pelo endurecimento das leis.

“Temos que endurecer as leis”, afirmou.

O candidato ampliou a discussão para a segurança pública e citou reincidência criminal, avanço das facções, feminicídio e crimes sexuais como temas que precisam voltar ao centro da agenda do Congresso.

Rodovias e ferrovias

Na infraestrutura, Curi lembrou que o Paraná passou mais de duas décadas pagando, segundo ele, “o pedágio mais caro, mais lesivo e sem obras do Brasil” e defendeu a cobrança dos investimentos previstos nos novos contratos de concessão.

Também colocou a expansão ferroviária entre as prioridades de um eventual mandato no Senado.

Curi defendeu uma solução integrada para a Nova Ferroeste e a renovação da Malha Sul, com investimentos nos trechos entre Cascavel e Foz do Iguaçu, Cascavel e Maracaju e na ligação até o Porto de Paranaguá, além da solução do gargalo da Serra da Esperança.

Mudanças no STF

Questionado sobre o Supremo Tribunal Federal, Curi afirmou que existem excessos na atuação da Corte e defendeu mudanças institucionais, como fiscalização externa, regras de transparência para palestras de ministros, quarentena e alteração no sistema de escolha dos integrantes do STF.

O candidato também se comprometeu a avaliar futuras indicações à Corte com base em critérios técnicos.

“Meu voto na indicação de ministro do Supremo será sem viés ideológico. Tem que ser técnico”, afirmou.

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