O deputado estadual Alexandre Curi (Republicanos), candidato ao Senado pelo Paraná, destacou nesta quinta-feira (27), em Cascavel, a importância das mulheres para a força e a transformação do agronegócio paranaense. Curi participou do 14º Encontro Estadual de Produtoras Rurais, que reuniu mais de 1,6 mil agricultoras e pecuaristas de diversas regiões do Estado.
Promovido pelo Sindicato Rural de Cascavel e pelo Sistema FAEP, o encontro colocou em evidência a participação cada vez maior das mulheres na administração das propriedades, na sucessão familiar e nas decisões do agronegócio paranaense. Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, mais de 40 mil propriedades rurais do Paraná são conduzidas por mulheres.
“Fiz questão de estar aqui para agradecer e reconhecer essas mulheres do campo, essas guerreiras que acordam cedo, trabalham, produzem e ajudam a desenvolver o Paraná. São mulheres que ajudam a colocar alimento na mesa dos paranaenses e dos brasileiros e que têm uma participação cada vez maior na gestão e no futuro das propriedades rurais”, afirmou Curi.
Para o deputado, o protagonismo feminino acompanha a própria transformação experimentada pelo agronegócio paranaense nas últimas décadas. “Temos um agro cada vez mais tecnológico, sustentável e inovador. E as mulheres estão no centro dessa transformação. Estão na produção, na gestão, nas cooperativas, nos sindicatos e ajudando a preparar a próxima geração que vai continuar produzindo no campo”, disse.
Do Paraná para Brasília
Durante a passagem por Cascavel, Curi reforçou que pretende levar ao Senado uma agenda construída a partir das necessidades do setor produtivo paranaense. Entre as prioridades estão a defesa das cooperativas na implementação da reforma tributária, o fortalecimento do seguro rural, melhores condições de crédito, ampliação da capacidade de armazenagem, sucessão familiar e investimentos em infraestrutura para reduzir o custo de produção e de escoamento.
O cooperativismo terá atenção especial. Curi defende que a regulamentação e a implementação da reforma tributária respeitem as particularidades das cooperativas, garantam segurança jurídica e preservem o tratamento adequado ao ato cooperativo.
Para o deputado, a discussão tem impacto direto sobre milhares de produtores paranaenses, especialmente pequenos e médios agricultores que encontraram no cooperativismo uma forma de ganhar escala, acessar tecnologia, industrializar a produção e chegar aos mercados nacional e internacional.
“O cooperativismo é uma das razões da força do agronegócio paranaense e precisa ser protegido. A reforma tributária não pode criar distorções que acabem penalizando as cooperativas ou os produtores associados. Em Brasília, vamos trabalhar para garantir segurança jurídica e o tratamento adequado ao ato cooperativo”, afirmou.
Curi ressalta que a dimensão econômica alcançada pelas grandes cooperativas paranaenses não pode fazer o poder público perder de vista a origem do modelo.
“Por trás de uma grande cooperativa existem milhares de produtores e famílias. É o pequeno e o médio agricultor que planta, cria, produz e encontra na cooperativa condições para competir. Defender o cooperativismo é defender essas famílias e a economia dos nossos municípios”, disse.
Seguro rural permanente
Outra prioridade apontada por Curi é transformar o seguro rural efetivamente em política de Estado, com maior previsibilidade dos recursos destinados à subvenção federal. A intenção é reduzir a vulnerabilidade do produtor diante de secas, excesso de chuvas, granizo e outros eventos climáticos capazes de comprometer uma safra inteira.
“O produtor investe antes de colher e assume riscos que muitas vezes não dependem dele. Não é possível ter um programa de seguro rural cujo orçamento muda a cada ano e deixa o agricultor sem saber se terá proteção. Seguro rural não é gasto. É segurança para continuar produzindo”, afirmou.
Outra frente será a defesa, no Plano Safra e nas políticas federais de crédito, de condições adequadas especialmente aos pequenos e médios produtores e aos cooperados, além de recursos para ampliar a capacidade de armazenagem dentro do Paraná.
Curi também coloca a sucessão rural entre as prioridades. O tema esteve presente no encontro de Cascavel, que discutiu o papel das mulheres na gestão das propriedades e na preparação das novas gerações para permanecer no campo.
“Precisamos criar condições para que o filho e a filha do produtor enxerguem futuro no campo. Isso passa por renda, crédito, tecnologia, internet, infraestrutura e qualidade de vida. O jovem não pode precisar abandonar a propriedade para encontrar oportunidade”, defendeu.
Trabalho pelo agro já virou lei
A relação de Curi com o setor também está presente em sua atuação na Assembleia Legislativa. Em 2025, foi sancionada a Lei Estadual nº 22.569, de autoria de Curi e do deputado Anibelli Neto, que estabeleceu diretrizes de fomento à agroindústria paranaense.
A legislação estimula a criação de empreendimentos agroindustriais, a regularização das atividades, a inovação e a competitividade, além de incentivar a agregação de valor à produção rural. A proposta busca fazer com que uma parcela maior da riqueza gerada pelo campo permaneça nas regiões produtoras, com geração de emprego e renda.
“Produzir muito é fundamental, mas podemos avançar ainda mais transformando essa produção aqui, agregando valor e fazendo a renda circular nos nossos municípios. Agro forte também significa agroindústria forte”, afirmou.
Neste ano, Curi também apresentou, ao lado dos deputados Gugu Bueno e Maria Victoria, projeto que incentiva a utilização de inteligência artificial na logística do agronegócio. A proposta prevê o uso da tecnologia para otimizar o escoamento da produção, reduzir custos, minimizar perdas no transporte e armazenamento e contribuir para a redução de emissões.
Outra iniciativa apresentada por Curi em 2026 altera a Política Estadual de Recursos Hídricos para adequar as regras relacionadas à cobrança pelo uso da água na agropecuária e ampliar a segurança jurídica para o setor.
A atuação inclui ainda propostas voltadas à inovação e à diversificação da produção, como o incentivo à aquaponia e iniciativas de integração entre educação, pesquisa, inovação e a cadeia produtiva do café.
Menos custo para produzir
No Senado, Curi pretende atuar também sobre fatores que têm impacto direto no custo de produção. Uma das propostas é tratar a redução da dependência brasileira de fertilizantes importados como questão estratégica, com estímulo à produção nacional e aos fertilizantes orgânicos e organominerais.
Outra frente é a ampliação do uso de biodigestores, biogás e biometano nas propriedades rurais. A proposta é buscar financiamento federal para que resíduos da produção animal possam ser transformados em energia e fertilizantes, gerando uma nova fonte de renda e reduzindo custos dentro da propriedade.
A infraestrutura completa a agenda. Curi coloca entre suas prioridades para o Senado a Nova Ferroeste, a modernização e ampliação do complexo portuário de Paranaguá e Antonina, a fiscalização das concessões rodoviárias e investimentos nos acessos municipais que ligam as propriedades às principais rodovias.
“Quem produz no Paraná compete com o mundo. Não podemos colocar sobre esse produtor um custo que vem da falta de estrada, ferrovia, armazenagem ou infraestrutura. O Paraná faz a sua parte produzindo. Brasília precisa fazer a sua parte criando condições para essa produção chegar mais longe”, afirmou.
Para Curi, a presença de mais de 1,6 mil produtoras reunidas em Cascavel sintetiza a força de um setor que alia produção, tecnologia, sustentabilidade e participação cada vez maior das mulheres.
“O Paraná tem um agro moderno porque tem gente que trabalha, investe, inova e acredita no campo. E tem milhares de mulheres fazendo isso todos os dias. Quero estar em Brasília para defender quem produz aqui, fortalecer nossas cooperativas e garantir que o Paraná tenha voz nas decisões que afetam o campo. É esse o sentido de Menos Brasília, mais Paraná”, concluiu.
