Na crise hídrica, só economia estabiliza situação, segundo a Sanepar

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Às vésperas do rodízio mais rígido no fornecimento de água em Curitiba e Região Metropolitana (RMC, com início previsto para esta sexta-feira (14),  em função da crise hídrica pela qual atravessa o Estado, o diretor de Meio Ambiente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Júlio Gonchorosky, apelou: “se cada pessoa economizar 20% de sua água em casa, poderemos estabilizar nossa situação até o início de 2021. Banhos de cinco minutos, fechar as torneiras, reuso, são atitudes que serão fundamentais”, sugeriu. As medidas fazem parte da campanha que acaba de ser lançada pela estatal, batizada de “Meta 20”.

Ele participou nesta quinta-feira(13) de uma audiência pública remota promovida pela Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que é presidida pelo deputado Goura (PDT), ao lado de ambientalistas, representantes  do poder público municipal e estadual, Ministério Público, Tribunal de Contas e da comunidade.

Previsão – Júlio Goncharosky traçou um panorama da situação em que encontra o Paraná e a região de Curitiba, a mais afetada do estado. Explicou que a crise se agravou nos últimos 13 meses, mas que ficou mais crítica em fevereiro de 2020, devido à falta de chuvas e a alta no consumo.

Também detalhou as ações emergenciais, como a captação de água nas cavas e pedreiras; transposições de rios e até utilização

de estruturas centenárias em pleno estado de conservação. Além da construção de barragens, como a do Miringuava, prevista para entrar em operação no fim do ano. A previsão, segundo o diretor, é que “por mais volumosas que as chuvas sejam nos próximos meses, ainda será muito pouco. Vamos levar muitos meses para sair dessa situação”.

Ele mostrou em imagens a situação dos principais reservatórios da região: Piraquara I e II, Passaúna e Iraí, que hoje estão com 28,67% da capacidade.  “Se não fizermos nada, no fim de setembro Piraquara e Iraí estarão secos. A estimativa era fechar setembro com 25%, mas devemos fechar com 16%. Mas se houver economia e com essas medidas temos esperança de estarmos em março de 2021 com 70% da capacidade dos reservatórios”, previu.

Ações – Durante a audiência, ações que já ocorrem ou que estão em andamento foram relataras pelos participantes. Por exemplo, a celeridade nas obras da Barragem do Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, que deve incrementar 38 bilhões de litros de água na reserva do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (Saic), formado pelas barragens Iraí, Passaúna, Piraquara I e Piraquara II.  Segundo a Sanepar, a capacidade de produção de água do Miringuava passará dos atuais 1.000 litros/segundo para 2.000 litros/abastecendo cerca de 650 mil habitantes.

 

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