O governo de Jair Bolsonaro desistiu de extinguir a EPL, estatal criada por Dilma Roussef em 2012 encarregada de fazer o trem-bala – um ferrovia de alta velocidade ligando o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas. Durante a campanha presidencial do ano passado, dois candidatos (Alvaro Dias e o próprio Bolsonaro) bateram firme na tese de que a empresa devia acabar: ela não fez o trem-bala, não mostrou sinais de retomar o projeto, mas continuou existindo – emprega 150 funcionários a um custo anual de R$ 70 milhões.

O novo governo está repensando a questão e defendendo a preservação da estrutura. O que só pode indicar uma coisa: o sonho de fazer o trem-bala ainda persiste.

E agora o trem-bala vai sair?O projeto começou a ser elaborado no governo Lula, mas a EPL foi criada por Dilma com a promessa de entregar o primeiro trecho da ferrovia (Rio-São Paulo) antes das Olimpíadas de 2016. No entanto, fracassaram todas as tentativas de atrair investidores privados, nacionais ou estrangeiros, dispostos a tocar o empreendimento.

Pelo projeto, o trem-bala seria capaz de ligar as duas grandes capitais em viagens de duas horas – menos tempo do que dispendem os passageiros que hoje perdem cerca de quatro horas (entre esperas e voos) quando utilizam a ponte aérea, se o tempo estiver bom.

Outro trecho da ferrovia ligaria a capital paulista a Campinas, cidade a 100 quilômetros que abriga o aeroporto de Viracopos, um dos principais terminais de carga aérea do país. O então ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, chegou a defender a extensão do trem-bala de São Paulo a Curitiba, importante trecho para incrementar o intercâmbio comercial com o Mercosul.