O pastor, teólogo e deputado federal bolsonarista Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) disse em entrevista que vai dificultar no Congresso Nacional a liberação de recursos para indenizar vítimas de fraudes no INSS. Foi nos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) com apoio de Sóstenes, que começaram os cortes nas equipes de combate a fraudes no INSS, segundo informações da imprensa nacional.
Diante da anunciada providência da equipe do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de editar Medida Provisória para conseguir crédito extraordinário com objetivo de ressarcir as vítimas das fraudes ocorridas no INSS, Sóstenes disse que haverá forte resistência no Congresso. “Acho que terá muita dificuldade”, disse em entrevista o líder do PL na Câmara dos Deputados, braço direito do pastor Silas Malafaia. “Porque o que o governo precisa fazer é conter gastos”.
Ao mesmo tempo em que faz o discurso de economia do dinheiro público, Sóstenes Cavalcante é defensor da liberação de R$ 50 bilhões em emendas para que sejam gastos pelos deputados sem que possam ser fiscalizados, rastreados ou sequer que tinham identificados seus autores.
O líder do PL também votou a favor de que os deputados possam acumular os salários da ativa com o valor recebido a título de aposentadoria. Além disso, apoiou o aumento das vagas na Câmara, que passaram de 513 para 531, algo que vai aumentar o custo da Casa para o contribuinte em R$ 65 milhões anuais, sem contar o possível aumento do teto de emendas parlamentares.