Deputado diz que filho de Bolsonaro entregou aos EUA dossiê contra antifascistas

O deputado estadual paulista Douglas Garcia, do PTB, e ligado aos bolsonaros, disse em depoimento à Justiça que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) entregou para a embaixada dos Estados Unidos em Brasília cópia de um dossiê feito por ele, Garcia, que contém informações sobre centenas de pessoas associadas aos recentes movimentos antifascistas.

A informação é do jornalista Rogério Gentile, do UOL, e foi confirmada pelo portal Congresso em Foco. Perguntada sobre o depoimento, a assessoria do deputado estadual confirmou a informação e afirmou que o que foi dito  à Justiça não é novidade. Em junho, Douglas Garcia já havia dito que entregaria o dossiê às representações americanas no Brasil junto com Eduardo Bolsonaro.

Em um vídeo publicado no dia 2 de junho em suas redes sociais, Garcia afirmou que além de protocolar denúncias na Procuradoria-Geral da República(PGR) e na polícia, encaminharia as informações à embaixada americana porque Donald Trump, presidente dos EUA, havia dito que reconheceria os “Antifa” como organização terrorista.

“Isso aqui é nada mais nada menos que a promoção de uma cultura de paz e segurança entre duas grandes nações. Entretanto, aos Antifas, eu acho que seu sonho de visitar a Disney, conhecer alguns lugares do EUA, ou comemorar seu aniversário lá, vai ter que mudar para Cuba, para a China, para a Coreia do Norte. Assinam comigo este ofício os deputados Eduardo Bolsonaro e Gil Diniz”.

Nesta segunda-feira (10), no Twitter, Garcia voltou a comentar o assunto. Em resposta ao deputado estadual, Eduardo Bolsonaro escreveu: “Querem criar intriga entre nós. Meu total apoio aos Deputados Estaduais @DouglasGarcia e @carteiroreaca . A propósito, não sigo os Antas tem tempo”.

No depoimento ao qual o UOL teve acesso, o juíz do caso afirma que “a elaboração de dossiês não se relaciona com o exercício normal e regular do mandato legislativo, cujo titular deve se mostrar à sociedade prudente e equilibrado”. Pela elaboração do dossiê, Garcia já foi condenado a indenizar uma mulher que teve seu nome e dados particulares inseridos nessa listagem de de antifascistas que, de acordo com postagens feitas pelo próprio parlamentar, seriam “terroristas”.

 

 

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