Em discurso de agradecimento pela homenagem que recebeu da Assembleia Legislativa, que lhe concedeu o título de Cidadã Benemérita do Paraná, a ministra da Mulher e dos Direitos Humanos, Damares Alves, reconheceu que é chamada de “louca” e “maluca” por ter afirmado que viu Jesus num pé de goiabeira – mas repetiu que viu mesmo, assim como esperam vê-Lo as milhões de crianças e mulheres vítimas de pedofilia e violência doméstica.
Disse também que seu trabalho no ministério, principalmente no que se refere à proteção dos mais vulneráveis da sociedade, reflete o pensamento do presidente Jair Bolsonaro para construir uma “grande nação”.
Damares negou que tenha modificado a composição da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos como um ato de perseguição política. Ao contrário, afirmou, que as mudanças foram feitas para dar mais agilidade aos processos de indenização às famílias que, há décadas, não encontram resposta aos seus pedidos.
A ministra respondeu, assim, ao deputado Tadeu Veneri (PT), que se retirou da sessão de homenagem por considerar que “fascismo não se homenageia. O fascismo se combate”, disse ao microfone.
Ele disse à ministra que não se sentia à vontade em participar de uma sessão em que se homenageia a representante de um governo que tem uma concepção de direitos humanos muito diferente daquela em que acredita. Veneri votou contra a proposta de concessão do título à Damares por entender que as ações deste governo na área de direitos humanos não podem ser respaldadas por uma sociedade democrática.
As exonerações promovidas pelo presidente da República na Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, assim como suas declarações retratando as vítimas da violência da ditadura militar como “terroristas”, e suas pregações contra os direitos das minorias não podem ser legitimados no parlamento, disse Veneri.
Veja um resumo da sessão da sessão e do discurso de Damares:

De cima de uma goiabeira