Curi propõe preparar o Paraná e o país para o envelhecimento da população

O Paraná está envelhecendo. E o avanço da longevidade traz uma pergunta que ganha cada vez mais espaço: quem vai cuidar dos idosos?

Diante dessa realidade, o deputado estadual Alexandre Curi (Republicanos) coloca a população idosa entre as prioridades que pretende defender no Senado. As propostas incluem ampliar a rede de cuidados, apoiar centros de convivência, incentivar pesquisas sobre Alzheimer, Parkinson e outras doenças relacionadas ao envelhecimento, além de criar condições para que os idosos mantenham a autonomia e a participação na vida social.

Os números ajudam a dimensionar o desafio. Segundo o Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná tinha 1.893.120 pessoas com 60 anos ou mais, um crescimento de 61,7% em relação a 2010. As projeções do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES) indicam que esse grupo pode chegar a 3,69 milhões de pessoas em 2050, representando quase 30% da população do Estado.

A mudança demográfica deve aumentar a demanda por saúde, cuidados e políticas públicas voltadas à população idosa. Viver mais é uma conquista. O desafio é garantir que esses anos a mais sejam vividos com saúde, autonomia e qualidade de vida, além de assegurar uma estrutura capaz de atender quem precisa de cuidados.

Cuidados

Entre as medidas defendidas por Alexandre Curi está o fortalecimento da implementação da Política Nacional de Cuidados, com prioridade para a pessoa idosa.

A proposta prevê a defesa de financiamento federal e do cofinanciamento entre União, estados e municípios. O objetivo é ampliar a rede de cuidados nos municípios e dar mais apoio às famílias que convivem diariamente com a responsabilidade de cuidar.

Outro ponto é a defesa da criação de um Programa Nacional de Centros de Convivência e Bem-Estar da Pessoa Idosa. A ideia é oferecer espaços de convivência e atividades que ajudem a preservar a autonomia, fortalecer os vínculos sociais e permitir que os idosos permaneçam, com segurança e independência, em suas casas e comunidades pelo maior tempo possível.

Alzheimer e Parkinson

Outra frente é a saúde. Alexandre Curi defende mais investimentos em pesquisas e melhorias no atendimento especializado para pessoas com Alzheimer, Parkinson e outras doenças relacionadas ao envelhecimento.

A proposta inclui a defesa de recursos federais para pesquisas sobre envelhecimento e doenças degenerativas, com investimentos no desenvolvimento de novas formas de prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidado.

O objetivo é aproximar os avanços da ciência da vida de quem convive com essas doenças e ampliar as possibilidades de autonomia e qualidade de vida.

Fortalecimento da saúde

O fortalecimento do Sistema Único de Saúde também está entre as prioridades.

Curi defende maior estabilidade no financiamento federal da saúde e a atualização da tabela de procedimentos. Também propõe prioridade para recursos destinados a serviços regionalizados de alta complexidade, em áreas como neurologia, cardiologia e oncologia, além do apoio às Santas Casas e aos hospitais filantrópicos.

Como senador, pretende atuar na defesa de recursos e prioridades para o financiamento federal da saúde.

As medidas envolvem serviços e especialidades cuja procura tende a aumentar à medida que a população envelhece.

Autonomia para continuar ativo

As propostas também vão além dos cuidados destinados a quem já precisa de ajuda.

A ideia é incluir, na política de cuidados, programas de qualificação, requalificação e adequação profissional para idosos que queiram continuar ativos no mercado de trabalho.

Na área da moradia, Curi também destaca os Condomínios do Idoso do programa Viver Mais Paraná, do Governo do Estado, que oferecem moradias e espaços de convivência para pessoas com 60 anos ou mais.

O desafio de envelhecer com dignidade

No conjunto, as propostas de Alexandre Curi se concentram em três frentes: cuidados, saúde e autonomia.

No Senado, o candidato pretende defender recursos federais, fortalecer a implementação de políticas nacionais e buscar articulação entre União, estados e municípios.

Com a população idosa do Paraná em crescimento e a projeção de chegar a 3,69 milhões de pessoas em 2050, o envelhecimento deixou de ser apenas um tema do futuro. É uma transformação que já está em curso.

O desafio agora é preparar o Estado e o país para essa nova realidade, com condições para que viver mais também signifique viver melhor, com cuidados, saúde, autonomia, convivência e qualidade de vida para os idosos e suas famílias.

 

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