Coordenador do plano de João Arruda diz que é preciso reunificar Curitiba, dividida pela Linha Verde

O arquiteto e urbanista Luiz Forte Netto,  coordenador do plano de governo do pré-candidato  a prefeito da Curitiba João Arruda (MDB), colocou em debate, por meio de artigo publicado no jornal Gazeta do Povo,  um dos principais temas da campanha eleitoral deste ano: a reunificação da cidade, dividida artificialmente pela Linha Verde. A intenção, segundo Forte Netto,  é eliminar os semáforos e fazer nove intervenções, entre trincheiras e viadutos, reduzindo o tempo de tráfego na via de uma hora para 25 minutos.

“A Linha Verde acabou se transformando num gargalo: um pesadelo urbano em que pedestre, ciclista e motorista disputam cada palmo de asfalto, em evidente prejuízo maior para os dois primeiros, mas com danos gerais para toda a população”, diz Forte Netto no artigo.

Segundo o arquiteto, ex-secretário estadual do Desenvolvimento Urbano (2005-2010), milhares de motoristas ficam parados nos sinaleiros mesmo fora do pico de trânsito, provocando congestionamentos em praticamente toda a sua extensão de 22 quilômetros da via, do Atuba ao Pinheirinho. “A verdade é que a Linha Verde agravou ainda mais o apartheid urbano antes decorrente da BR-116”.

O MDB defende a eliminação de todos os semáforos dessa via, de ponta a ponta, e a construção de trincheiras e viadutos em nove cruzamentos de localização estratégica para que o tráfego flua mais rapidamente. “Obras que podem ser realizadas num cronograma de quatro anos”.

“A substituição dos semáforos permitirá que a travessia desta área da cidade, hoje feita em cerca de uma hora, seja reduzida para uns 25 minutos. Um ganho que virá em benefício não apenas dos motoristas e pedestres que cruzam as pistas da via, mas também dos moradores dos mais de 20 bairros abrangidos, para não falar de toda a população da capital”, adianta.

O urbanista diz que a prefeitura de Curitiba dispõe de uma reserva de R$ 600 milhões anuais destinados a investimento e com 10% desta soma é possível realizar as intervenções propostas e transformar a Linha Verde “numa via expressa que cumprirá sua função social de fomentar o desenvolvimento urbano e econômico de amplas regiões da cidade”.

Forte Netto afirma ainda que sem os irritantes gargalos que se repetem a cada cruzamento, os motoristas terão mais tempo livre para dedicar às suas famílias, ao lazer e ao trabalho – e os pedestres e ciclistas terão maior segurança.

“Repensar Curitiba e trazer para o século 21 a cidade que já foi a mais inovadora do país, conciliando planejamento urbano com uma estética genuinamente ligada aos curitibanos, é o desafio que nos propomos”, completa o arquiteto e ex-professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Uma farsa. Já coordenou a campanha de Carlos Simões pelo PSDB e depois foi contratado pelo peemedebista Dobrandino Silva a fazer planos miraculosos em Foz, como um contestado pelo MP chamado de Bosque Guarani. Família unida no hospital PP

  2. primeiro circo de 2020 foi montado? se vai começar assim as propostas ja ta claro que nao existe um plano de Governabilidade para Curitiba. Vai se atualizar cidadão, ouvir o povo.

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