O PPS botou lupa sobre o relatório da reforma política escrito pelo deputado petista Vicente Cândido e viu que ele contém alguns pontos positivo e outros muito negativos. O partido, no entanto, segundo conta o deputado Rubens Bueno, secretário-geral da executiva nacional, ainda vai se reunir e deliberar sobre o que considera aceitável ou não. Será em agosto. Vai destacar para a discussão se a reforma proposta, de fato, garantirá eleições mais baratas, transparentes e honestas. Se permitirá que partidos e candidatos se tornem mais programáticos e próximos ao eleitor. E se as instituições se tornarão mais abertas e participativas aos anseios da sociedade.
Uma coisa o PPS já nem discute: o atual sistema se esgotou. O cidadão não se considera representado pelos eleitos das urnas. Há 28 partidos políticos representados no Legislativo Federal. E se apoia na pesquisa do Latinobarometro para saber que o apoio ao regime democrático em 2015 no Brasil era de 54%. Em 2016, caiu 22 pontos percentuais, para 32%.
Manter o atual estado da arte não é mais uma opção. Tem-se que reestruturar o sistema de forma que ele possa ter sustentabilidade.
