Comércio de veículos continua parado no Paraná. Prejuízo de milhões

Um mandado de segurança impetrado junto ao Tribunal de Contas do Estado pelo Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Paraná (Sincodiv), com pedido de liminar, tenta furar o cerco que separa o Detran dos grandes bancos e que há dez dias paralisou completamente o comércio de veículos financiados no estado.

Cerca de 20 mil unidades, entre automóveis, caminhões, utilitários e motocicletas foram vendidos neste período, mas não foram entregues aos compradores porque os grandes bancos se recusam a liberar os recursos do financiamento para as revendas porque não confiam no sistema de registro da alienação financeira gerido pela Infosolo, a empresa credenciada pelo Detran/PR para prestar este serviço.

As estimativa é de que já soma a R$ 800 milhões o montante que deixou de circular nestes dez dias, em prejuízo para distribuidoras autorizadas, pequenas revendas e autônomos que atuam no comércio de veículos – sem contar o fato de os compradores já terem desembolsado valores altos em entradas à vista, pagamento de seguro e outras taxas, mas sem poder tirar os carros das lojas.

Protestos foram registrados esta manhã defronte à sede do Detran, que informa que o sistema implantado desde o dia 1.º de outubro segue legislação do Denatran, mas que está tomando providências para credenciar outras empresas para o registro de gravames dos veículos visando a solucionar o gargalo criado.

É aseguinte a íntegra do Mandado de Segurança do Sincodiv:

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Está havendo uma manipulação das grandes instituições financeiras, principalmente daquelas ligadas à ACREFI.

    Financeiras menores e que não fazem parte da associação, como por exemplo banco DAYCOVAL, Porto Seguro, banco safra, estão operando normalmente.

    Quem está se recusando de pagar os contratos são os bancos e não o Detran, o vilao da história não é o detran.

    O interesse dos bancos para que o detran credencie novamente a fenaseg/ cetip/ b3 é pq trata-se de uma empresa de capital aberto que possuía monopólio nesse tipo de serviço, dando lucros milionários as instituições financeiras que possuíam ações da empresa.

    Já que “estao” tão preocupados com o bem estar dos clientes, porque os bancos não reduzem a tarifa de abertura de crédito e de avaliação do bem? Que hoje em média tem sido de 1.000 a 1.800 por contrato.

  2. Espero, sinceramente, que esse caso se resolva o mais rapidamente possível, pois, desde o dia 27/09 estou com um veículo retido na Concessionária SERVOPA, da Rua Chile, tendo já pago, inclusive, o valor da entrada do veículo (no dia 19/09) e as custas de registro e emissão de CRLV.

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