Co-piloto condenado

Mais conhecido como co-piloto do governador Beto Richa em corridas automobilísticas, o auditor Márcio Albuquerque de Lima já pode acrescentar à pena de 96 anos de prisão, outras punições sentenciadas pelo juiz da  1ª Vara da Fazenda Pública de Londrina, Marcos José Vieira. Agora foi condenado à perda do cargo público, à suspensão dos direitos políticos por nove anos e ao pagamento de multa de R$ 300 mil.

Tudo porque chefiava um esquema de propinas na Receita Estadual desvendada pela Operação Publicano que o Gaeco londrinense abriu em 2015. O esquema teria desviado cerca de R$ 1 bilhão dos cofres públicos. Segundo delatores, parte das campanhas de Beto Richa foi financiada com dinheiros desta origem.

A notícia está na Folha de Londrina de hoje.

O governador nega. Ou manda quem quiser saber que conversem diretamente com os tesoureiros das campanhas.co administrativo da Receita, teve praticamente a mesma pena, porém, a multa civil foi fixada em três vezes o salário recebido em janeiro de 2015. As penas somente são aplicadas após o trânsito em julgado da sentença, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso.

Quanto à auditora Ana Paula Pelizari Marques Lima, esposa de Márcio Albuquerque e condenada a 76 na ação penal da primeira fase, e o auditor José Luiz Favoreto Pereira (condenado a 37 anos naquela ação), o juiz julgou a ação improcedente. Para o magistrado, as poucas referências apresentadas pelo MP (Ministério Público) levaram a uma “dúvida invencível quanto à real participação” dos dois auditores no episódio de cooptação do agente.

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