Como reflexo da digitalização dos serviços financeiros, o cheque – símbolo de segurança e status nos anos 1990 – vem perdendo protagonismo entre os brasileiros. No primeiro semestre deste ano, foram 50 milhões de cheques compensados, queda de 21,9% em relação ao mesmo período de 2024, quando o total chegou a 64 milhões. Os dados são da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e mostram, ainda, que, embora somem R$ 211 bilhões em volume financeiro, o número é apenas uma fração do que se via há 30 anos. Em 1995, início da série histórica, 3,3 bilhões de cheques foram compensados, movimentando cerca de R$ 2 trilhões.
Paralelamente, o Pix é a forma de pagamento que mais cresceu em termos de quantidade de transações no país. Segundo o Banco Central (BC), em 2024 o número de operações aumentou 52%, fazendo com que o sistema respondesse por quase metade (47%) das transações eletrônicas realizadas no último trimestre.
