Chavez, Maduro, o totalitarismo e liberdade

Há exatos dez anos, o deputado Ney Leprevost propôs o título de persona non grata ao ditador Hugo Chavez. A Assembleia Legislativa aprovou e não conseguiu “desaprovar”, apesar da contrariedade  do governador da época, o bolivariano Roberto Requião. Chavez deixou herdeiro, Nicolás Maduro, hoje responsável pela crise política, social e humanitária da Venezuela. Leia o artigo de Leprevost:

Sobre Chavez, Maduro, o totalitarismo e liberdade

Em 2007 apresentei uma proposição que tornou Hugo Chavez “persona non grata” no Paraná. Há 10 anos eu já percebia que o chamado bolivarianismo fundado por ele seria um problema grave da Venezuela que traria consequências negativas para toda América Latina. Infelizmente acertei. Mas a política de relações exteriores do Brasil e dos nossos vizinhos errou feio. Ajudaram, ou ao menos não impediram, a criação de um monstro que nos dias atuais mostra sua face mais assustadora sob o comando de Maduro.

Milhares de venezuelanos deixam seu país devastado pela ditadura e pela corrupção e cruzam nossas fronteiras. São refugiados de um regime antidemocrático. Não nos preparamos para recebê-los. Vêm desesperados em busca de uma vida digna. Não encontram empregos. Tornam- se mais um entre nossas centenas de problemas sociais.

Enquanto isto, na Venezuela, seres humanos sofrem violência física, moral e psicológica. A plena liberdade de expressão já não existe. A economia está caótica, falta até papel higiênico. Pior, falta comida.

Até quando o mundo vai assistir o sofrimento deste bom povo sem tentar, pelas vias diplomáticas e do direito internacional, depor o ditador que patrocina milícias e mata opositores? Até quando generais e aristocratas venezuelanos sob o pretexto de um socialismo que não existe continuarão enriquecendo às custas da pobreza e do sofrimento de milhares como fizeram muitos de seus apoiadores radicais no Brasil?

Talvez quando os latinos de todas as ideologias, raças e credos retomarem a consciência e compreenderem que todas as formas de totalitarismo – da esquerda ou da direita – precisam ser superadas por democracia, respeito as liberdades do indivíduo e a pluralidade de ideias, solidariedade e justiça. Liberdade é vida!  #NeyLeprevost

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui