Uma equipe especial da Interpol formada por investigadores italianos capturou o terrorista-assassino de 64 anos Cesare Battisti, foragido desde dezembro de 2018, antes mesmo da revogação do status de residente permanente no Brasil e a ordem de extradição do presidente Michel Temer. O anúncio foi dado em primeira mão pelo jornal italiano Corriere Della Sera. Battisti deverá retornar ao Brasil nas próximas horas e extraditado para a Itália.
Ele caminhava por uma rua em Santa Cruz de la Sierra. Tinha uma barba falsa, mas manteve em seu bolso um documento de identidade brasileiro com um nome e sobrenome, Cesare Battisti, e uma data de nascimento, 18 de dezembro de 1954.
A prisão ocorreu às 17h de sábado, no horário de Roma. Battisti estava sozinho e não resistiu. Ele usava calça azul e camiseta, e um par de óculos para se proteger do sol forte e tentar, além disso, se disfarçar. Carregado no carro e acompanhado para um quartel da polícia para comparações técnicas, Battisti não abriu a boca.
A equipe especial havia dirigido a caçada em torno de Santa Cruz pouco antes do Natal. Um trabalho meticuloso, de rua, baseado em informantes e conhecimento do território, um trabalho de tentativas, cálculos e perigos. No sábado, o fim. Primeiro, a área em que Battisti estava oculto foi circunscrita. Então, foi feito o cerco em três ou quatro áreas diferentes, mesmo que dentro de poucos quilômetros. Até que, na beira de uma estrada, os detetives da Interpol tenham notado o encontraram.
Uma vez que a barba foi removida, o que, como mencionado, se revelou falso, havia muitos detalhes tanto do andar quanto das características, especialmente do rosto, que combinavam com as últimas fotos e os últimos vídeos sobre Battisti, embora bastante antigos. A Interpol, com o apoio da polícia boliviana, aproximou-se e cercou o terrorista.
Battisti era considerado foragido desde 14 de dezembro do ano passado, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, ordenou sua prisão preventiva. A detenção do ex-ativista foi confirmada nas redes sociais por Filipe Martins, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, e pela Polícia Federal brasileira
