Candidato a presidente do PT no 2° turno, Zeca Dirceu diz que partido quer mudança

Em entrevista ao jornalista João Barbiero, da Rádio T de Ponta Grossa, o deputado federal Zeca Dirceu (PT), candidato a presidente estadual do Partido dos Trabalhadores na eleição deste domingo (27), em segundo turno, garante que a sigla quer mudanças. “A imensa maioria da militância quer o PT mais perto de cada um dos municípios. Mais perto de Curitiba, mais perto do litoral, mais perto do interior do estado. O PT mais perto da militância, mais perto dos sindicatos, das associações, dos movimentos, das entidades, das organizações. Um PT vivo, que se reúne, que celebre, que trabalhe, que tenha planejamento e estratégia”, defende.

Para Zeca Dirceu, “os municípios estão com seus diretórios municipais muito inquietos. Eu fui, na verdade, chamado – fizeram um manifesto. Era para ser 1.000 assinaturas, daqui a pouco tinha mais de 2.000. São lideranças importantes de todo o estado que querem mudança, querem renovação. São lideranças que estão preocupadas, inclusive, com o péssimo resultado que o PT do Paraná – e foi só o PT do Paraná – teve no ano passado. Em Estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o PT aumentou o número de prefeitos, ganhou cidades importantes como Pelotas (RS) e tantas outras. Pelotas é como se fosse uma Foz do Iguaçu, uma Maringá”, completou.

Erros

De acordo com o parlamentar, “nquanto os estados vizinhos aumentaram o número de vereadores, no Paraná foi muito ruim o resultado. Foi o pior resultado da história. E tem a ver com isso. O partido foi se distanciando da militância. A militância não tem mais poder de decisão, não participa mais das decisões. Isso foi comprovado em Curitiba: a imensa maioria da militância no começo queria se mobilizar por uma candidatura própria – porque é muito legítimo, nós temos quadros fantásticos em Curitiba: a deputado estadual Ana Júlia, a deputada federal Carol Dartora, o próprio Vanhoni que já foi deputado federal. Eu mudei meu domicílio eleitoral para lá. A gente tem o deputado Renato Freitas que hoje é a figura mais popular do PT no Paraná”.

Zeca Dirceu completou: “Mas a direção enfiou goela abaixo da militância um outro caminho: apoiar o deputado Luciano Ducci (PSB) – alguém que eu respeito, tenho boa relação, como eu tenho com toda a classe política no Brasil, mas que votou pelo impeachment da presidente Dilma. Evidente que não ia empolgar a nossa militância. Então há um sentimento muito natural, muito espontâneo. Eu nunca fiz críticas públicas ao (deputado) Arilson (Chiorato) – até porque ele é meu companheiro de dobrada, ele é da mesma corrente interna que eu. Durante seis anos, ele errou muito. Todas as vezes eu alertei ele, mas ele insistiu no erro de ficar distante, de só se reunir com a cúpula. E deu muito errado”.

 

 

 

 

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