Câmara abre processo para investigar vereadora da “rachadinha”

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A corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) deu início, nesta terça-feira (4), aos procedimentos de investigação para apurar denúncias contra a vereadora Fabiane Rosa (PSD). A parlamentar, que está presa preventivamente desde o último dia 27, teria se apropriado de parte dos salários de seus assessores, num esquema conhecido como “rachadina”.

Uma portaria assinada pelo corregedor, vereador Mauro Ignácio (DEM), determina o início dos trabalhos nesta terça e prevê o prazo de 30 dias úteis, renováveis por mais 30, para que as investigações sejam concluídas e o processo seja devolvido à Mesa. Havendo indícios do cometimento de infração ético-disciplinar ou de procedimento incompatível com o decoro parlamentar, o corregedor irá formalizar uma representação, requerendo a instauração de procedimento disciplinar junto ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Mauro Ignácio afirma que a sindicância vai buscar celeridade e transparência em seus atos e que serão garantidos os direitos de ampla defesa e do contraditório à vereadora suspeita, observado o rito de investigação. Ignácio vê como “natural” seu trabalho e lembra que está entre as atribuições da Corregedoria apurar possíveis desvios de conduta ética, “que imagino possam ocorrer em qualquer profissão”.

Passo a passo

De acordo com o corregedor, neste primeiro momento serão enviados ofícios ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que realizou a prisão da parlamentar, e ao Ministério Público do Paraná, solicitando informações sobre as investigações em curso. Também serão requeridos internamente à Diretoria de Administração e Recursos Humanos dados sobre os funcionários nomeados no gabinete de Fabiane Rosa entre 01/01/2017 e 31/07/2020, contendo nome, RG, telefone e endereço de cada um.

Com as informações em mãos, a corregedoria vai intimar, para oitivas, os servidores que trabalharam no gabinete durante este mandato, primeiramente os já exonerados e, na sequência, os que estão em atividade. Por fim, o corregedor deve ouvir, assim que possível, a parlamentar. O relatório final será baseado nestas informações, nas oitivas e diligências que se mostrarem necessárias.

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