Em que pé está a sindicância sobre o sumiço dos objetos históricos da Casa Klemtz? Eles estariam mesmo adornando a chácara do prefeito Rafael Greca?
Estas perguntas foram protocoladas na prefeitura pela executiva estadual da Rede Sustentabilidade Paraná (Rede), o partido de Marina Silva. A resposta veio na semana passada, com evasivas nada esclarecedoras. A prefeitura disse que a sindicância está em “trânsito normal” e que a “perícia técnica” do acervo guardado na chácara já “foi marcada”, mas não diz para quando.
A executiva estadual da Rede não se conformou e expediu a seguinte nota:
“Como entendemos que a resposta dada pela prefeitura não cumpre o papel de esclarecer à população sobre fato tão importante, continuaremos os questionamentos junto a outros canais possíveis.
Estaremos acompanhando de perto o desenrolar desta denúncia.
Se para muitos era apenas uma questão levantada com objetivo eleitoral, para nós da Rede, é uma questão de crime contra o patrimônio público e vai ser tratada como tal.
Cabe à sociedade o papel de fiscalização sobre seus entes públicos.”
Para relembrar: as denúncias de que o valioso acervo público teria tomado o impróprio destino da chácara particular de Greca retumbou durante a campanha eleitoral. O primeiro a levantar o assunto foi o ex-prefeito Gustavo Fruet – então candidato à reeleição -, que instituiu uma comissão de sindicância formada por procuradores municipais e técnicos peritos.
Greca conseguiu na Justiça barrar a comissão, sob a promessa que, passadas as eleições, abriria a chácara para os investigadores.

No segundo turno da campanha, o adversário Ney Leprevost manteve o assunto em pauta. Rafael oscilou entre o silêncio e a promessa de dar continuidade à investigação, mesmo porque, dizia ele, nada tinha a temer: todos os objetos da chácara foram fruto de compras no Mercado Livre e de heranças da família. Os peritos que examinaram fotos atestam, contudo, que, de tão semelhantes até nos defeitos, os objetos são os mesmos que sumiram da Casa Klemtz quando Rafael era prefeito na década de 1990.

Essa é apenas uma das estórias que a campanha para prefeito deixou registrada. Pobre Curitiba!