Brasileiro é contra existência de vices

Brasileiro é contra existência de vices“Vice não fala”. Este foi um dos bordões popularizados por Jô Soares no seu “Viva o Gordo”, o humorístico da TV Globo que fez sucesso nos anos 1970/80. O humorista brincava com o fato de o então vice-presidente da República, Aureliano Chaves (governo João Figueiredo), ser um dos poucos vices no período do regime militar que dava frequentes entrevistas à imprensa sobre política – assunto tabu na época.

A brincadeira de Jô Soares parece encontrar apoio até hoje na opinião pública, que vai ainda mais longe: sondagem da Paraná Pesquisa indica que a maioria dos entrevistados (53,4%) acha que a figura do vice (de presidente, governador ou prefeito) é desnecessária, nem deveria existir.

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 24 últimos, abrangendo 2.184 eleitores nas 27 unidades da Federação. A minoria, 41%, concorda que vice é necessário. E que até deve falar – como o fazem Hamilton Mourão (vice de Bolsonaro) e Darci Piana (vice de Ratinho), mas não Eduardo Pimentel, o vice do prefeito Rafael Greca que prefere ser mudo.

1 COMENTÁRIO

  1. Vices, suplentes, conselhos, assessores, comissionados … chega de pagar essa tralha que nada produz; já não bastasse o excesso de parlamentares, ministérios, estatais etc (para só mencionar o âmbito federal, vez que a patologia se repete nos Estados e Municípios). Já passou da hora de fazer uma poda profilática nessa galhada podre.

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