“O Paraná é o primeiro estado a implantar o dispositivo de segurança preventivo como forma de garantir a proteção de mulheres em situação de risco, sob medida protetiva judicial. O governador Beto Richa e a secretária de Estado da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, apresentaram o dispositivo nesta segunda-feira (27), em Curitiba durante o evento que reuniu dezenas de mulheres, de vários setores da sociedade, no Salão de Atos do Palácio Iguaçu, em Curitiba.”
Isto é o que diz a matéria distribuída pela Agência Estadual de Notícias, que funciona no Palácio Iguaçu, sobre o evento em que a Fernanda e Beto apresentaram a “novidade” da distribuição do “botão de pânico” a mulheres sob risco de sofrer violência. Na verdade, o Paraná nao é “o primeiro estado a implantar o dispositivo”, que chega aqui com pelo menos quatro anos de atraso.
Então, embora a iniciativa seja boa, é uma pena que venha anunciada uma grande novidade. O “botão de pânico” já é usado em Vitória, no Espírito Santo, desde 2013. Já foi adotado também no Pará e em São Paulo. O aparelhinho foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Tecnologia Preventiva (INTP) no começo da década.
Segundo a coordenadora estadual da Política da Mulher, Ana Cláudia Machado, o dispositivo pode ser acionado por uma mulher “ao sentir-se ameaçada com a presença do agressor em qualquer lugar. Ela deve apertar o Botão do Pânico, que acionará imediatamente a Guarda Municipal. Na hora, ela perceberá uma vibração no dispositivo, confirmando o acionamento”, diz a coordenadora. “De imediato, já começa a gravar o áudio local e tanto a central de monitoramento como o celular embarcado na viatura da Guarda Municipal disparam alerta e exibem fotos de arquivo da vítima e do agressor”, completou.
