Quando tudo parecia se encaminhar para a calmaria da Justiça Eleitoral, que tirou de Sergio Moro a incumbência de conduzir o inquérito que trata da suposta fraude na licitação da PR-323, eis que o ministro Luiz Fux, do STF, tira outra vez do sossego o ex-governador Beto Richa – agora em razão da Operação Quadro Negro.
O Superior Tribunal de Justiça já tinha baixado os autos para a primeira instância da justiça estadual assim que Beto, ao renunciar ao Palácio Iguaçu em abril, perdeu o foro privilegiado, mas ainda havia “pendurada” no Supremo Tribunal Federal (STF) outra parte do inquérito da mesma Operação – aquela decorrente da delação premiada do dono da construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, que também envolveu o ex-governador.
Fux, no entanto, em vez de mandar para a justiça estadual, preferiu a Justiça Federal. Não cairá nas mãos de Sergio Moro, da 13.ª Vara Criminal Federal, que só cuida de casos que envolvam a Lava Jato. E a Quadro Negro é outra coisa. Então, a investigação tende a cair em Vara Criminal que também funciona no mesmo prédio do Ahu onde Moro dá expediente.
Enquanto isso, o Ministério Público Eleitoral (misto que reúne procuradores estaduais e federais) luta para, pela segunda vez, retirar do Tribunal Regional Eleitoral a competência para julgar o caso da licitação da PR-323. O desembargador eleitoral Luiz Fernando Penteado entendeu que o problema é de mero caixa 2 na campanha de 2014, mas o Ministério Público enxerga o cometimento de crimes correlacionados à Operação Lava Jato, e requer que o assunto seja tratado por Moro.
Enquanto isso, Richa não consegue sossegar.

Tanto faz. Trata-se de tucano e portanto não veio, não vem e não virá ao caso. Isso vai ficar mudando de instância até tudo prescrever.
Uma hora o pior Governador do Paraná cairá mas malhas da justiça.