Enquanto aguarda uma decisão do ministro Gilmar Mendes, a quem pediu para deixar de ser réu da justiça comum na ação penal da Operação Rádio Patrulha e passe a responder na Justiça Eleitoral que a ação penal da Operação Rádio Patrulha deixe de ser julgada, o ex-governador Beto Richa se mantém atento aos movimentos que se processam na 13.ª Vara Criminal de Curitiba.
Nesta segunda-feira (29), sua defesa requereu ao juiz José Daniel Toaldo acesso integral ao teor de todas as peças relativas aos acordos de colaboração premiada celebrados pelo Ministério Público Estadual (Gaeco) com os delatores Tony Garcia, Maurício Fanini e Nelson Leal Jr.
Os advogados de Beto Richa alegam a existência de “restrição de visualização” às declarações dos delatores, especialmente às prestadas por Tony Garcia, o que configura “flagrante violação à ampla defesa, ao contraditório e à paridade de armas, mormente porque, ao contrário da defesa, o Ministério Público irá para a instrução processual conhecendo todos os elementos em torno da delação.”
A defesa tem pressa em obter o acesso requerido já que as primeiras audiências marcadas pela 13. Vara Criminal para oitiva dos delatores na qualidade de testemunhas estão marcadas para os próximos dia 5, 6 e 7 de agosto. O prévio acesso integral às declarações e aos documentos entregues pelos delatores ao Ministério Público é necessário “a fim de preservar a possibilidade de contraditório e ampla defesa durante a instrução processual”.
Veja a íntegra do pedido de Beto Richa:

Tico tico, virou leproso.