Na tarde dessa terça-feira (14), quase fim da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), quando já estava em andamento a votação de projetos de lei, os deputados estaduais Arilson Chiorato (PT) e Tito Barrichello (PL) discutiram em tons elevados, provocando um bate-boca que, por pouco, não acabou em agressão física. Os ânimos ficaram exaltados. Tudo começou um dia antes, quando o líder da oposição criticou o senador Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Estado.
Chiorato acusou o senador de “não discutir” pautas importantes para o Paraná no passado, como a privatização do fornecimento de energia, mas hoje utilizar os temas para campanha eleitoral. O deputado chamou Moro de “sabor Paraná”, ao sugerir que o pré-candidato é mais paulista que paranaense.
Na terça, Barrichello pediu a palavra sob o argumento de citação pessoal e o presidente da Alep, deputado Alexandre Curi (Republicanos), afirmou que o acordo entre lideranças estabeleceu que não haveria discursos em Plenário naquele dia. O deputado do PL pediu que a decisão fosse revertida e acusou Chiorato de conduta “trapaceira” ao citar Moro. O nome de Moro, todavia, não foi citado.O episódio escalou para um bate-boca acalorado, e os parlamentares foram impedidos de entrar em confronto físico por outros deputados.
Oposição golpista
Teve mais: o líder da bancada PL/Novo, deputado Delegado Jacovós, chamou a bancada de oposição de golpista porque, como é sempre a última a usar a tribuna, não há tempo de dar respostas à fala. Jacovós afirmou que a bancada que lidera também é oposição e que, por isso, também quer o espaço dado à liderança petista. Chioratto rebateu: “nossa oposição é oposição raíz”.
O deputado Alexandre Amaro (Republicanos) disse, no meio das discussões, que não sabia mais quem é oposição: “é que agora tem uma oposição da oposição”. Alguém da bancada do PL, que não foi possível identificar, anunciou que o grupo é oposição pelo menos até a semana que vem.
