Em mais um discurso contra o uso obrigatório da vacina contra a Covid-19 em crianças no Paraná, o deputado estadual Ricardo Arruda (PL) foi vaiado por professores que ocupavam na tarde desta segunda-feira (16) as galerias da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e chegou a bater boca mais uma vez, entre tantas já registradas entre eles, com o deputado Renato Freitas (PL).
Arruda disse no discurso que vem correndo o Paraná contra a obrigatoriedade da vacinação das crianças de zero a 5 anos para a Covid-19, cobrou do secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto (PSD), a demora no fornecimento de dados sobre o número de mortes de crianças e jovens, mostrou informações fornecidas por cartórios sobre mortes ocorridas antes e depois da pandemia e, ao ser vaiado, chamou de “cambada” e de “sem vergonha” os professores nas galerias. O parlamentar do PL exigiu providências da Mesa da Alep contra os manifestantes e pediu respeito à sua fala.
Freitas não gostou de ouvir os professores serem chamados de “sem vergonha” e iniciou rápido bate boca durante a fala de Ricardo Arrruda:
Arruda: “Aqui não é lugar de safado e sem vergonha, mas de gente que respeita a palavra”.
Renato: “Opa, sem vergonha não”.
Arruda: “E, você, fique quieto, não permito. É inadmissível…”
Renato: “Sem vergonha, não. Respeite os professores”.
Arruda: “Respeitar quem não tem educação?”
Renato: “Ninguém te xingou”.
Arruda: “Não te dei a palavra. Vá pra China”.
A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) foi a próxima oradora e iniciou seu discurso criticando a campanha contra a obrigatoriedade da vacina contra a Covi-19 em crianças. Em aparte, o deputado Dr. Antenor (PT) qualificou de desmobilizador o discurso de Ricardo Arruda.
