APP-Sindicato defende o adiamento das eleições para diretores de escolas

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A APP-Sindicato vai pedir oficialmente à Secretaria de Educação e à Casa Civil do governo Ratinho Jr a suspensão do processo de eleição de diretores(as) de escolas, regulamentado na última sexta-feira (21) pelo secretário Renato Feder. A APP é contra as eleições nesse momento, pelos mesmos motivos que levaram ao adiamento do pleito em dezembro do ano passado, como a movimentação de um grande número de pessoas nas escolas, e por razões novas, como os prazos insuficientes previstos no calendário incluído na regulamentação, que prevê votações no dia 30 de junho nas modalidades presencial e à distância.

O atropelo de etapas imposto pela Secretaria da Educação impede que as eleições de diretores ocorram de maneira plenamente democrática. O registro de candidaturas, por exemplo, só será aceito até segunda-feira (31). Os prazos curtíssimos são ainda mais difíceis de cumprir nos municípios que decretaram lockdown ou restrições de movimentação urbana. Além disso, a votação de forma híbrida, on-line ou presencial, dificulta a participação das comunidades escolares nos debates e na escolha dos diretores.

A APP avalia que o atual quadro da pandemia de covid 19 é  pior que em dezembro, quando as eleições para diretor de escola foram adiadas e os mandatos dos atuais diretores, prorrogados. Não há urgência real de eleger diretores(as), deslocando milhares de pessoas para as escolas do Paraná, expondo desnecessariamente as comunidades escolares. Os colégios da rede estadual que retomaram as aulas presenciais dia 10 de maio registraram 95 casos de infecção pelo coronavírus, mas o governo Ratinho Jr continua seguindo à risca a cartilha bolsonarista em seu negacionismo da gravidade da pandemia.

Mais gente circulando gera aumento de contaminações do coronavírus, mas Ratinho Jr e Renato Feder não se importam de expor as pessoas ao risco de vida. Em duas semanas de aulas presenciais com turmas reduzidas no Paraná, foram comunicados oficialmente à Secretaria de Educação 38 casos de Covid em alunos, 32 casos em professores e 25 casos em funcionários de escolas. Em 10 de maio, aproximadamente 24 mil estudantes e 12 mil profissionais da Educação voltaram às aulas presenciais em 200 escolas. Por causa das contaminações,15 turmas foram suspensas e quatro colégios fechados nesse período.

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