Amop pede a Bolsonaro que não aceite outorga no novo pedágio

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Em outdoors espalhados por alguns dos mais estratégicos pontos de Foz do Iguaçu, localizados em ruas do itinerário cumprido pelo presidente Jair Bolsonaro nessa quinta-feira (25), a Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop) marcou posição contra a cobrança de outorga onerosa nas novas concessões de pedágio no Paraná.

A Amop – que reúne 54 cidades – esteve representada no evento, além do prefeito anfitrião, Chico Brasileiro, pelo prefeito de Pato Bragado e presidente do Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu, Leomar Rohden, o Mano, além do diretor geral da entidade, Vinícius Almeida.

A região já sofre com impactos causados pela aplicação do degrau tarifário nos preços de pedágio. Em um trecho de 51 quilômetros da BR-277, administrado pela EcoCataratas, o valor cobrado para veículos leves tem uma diferença de 32%. Na viagem de Cascavel a Foz do Iguaçu, o motorista paga R$ 12,9 em Céu Azul para trafegar pela pista simples. No trecho de pista dupla, o valor sobe para R$ 17 na praça de São Miguel do Iguaçu.

O presidente da Coopavel Cooperativa Agroindustrial, Dilvo Grolli, afirma que com o degrau tarifário no novo modelo proposto pelo governo federal, o preço do pedágio vai, com os anos, ficar ainda mais caro do que se tem atualmente. “Nas praças de pedágio entre Céu Azul e São Miguel, uma com pista simples outra duplicada, o aumento é de 32%, e o que eles propõem é degrau tarifário de 40% em trechos que vierem a ser duplicados”.

Entre Foz do Iguaçu e Paranaguá, 70% do percurso da BR-277 ainda não tem pista dupla, demonstrando o tamanho da tarifa, em função do degrau tarifário, que pesará nos ombros da economia do Oeste, que está a 750 quilômetros do Porto de Paranaguá. O presidente da Coopavel diz que é contra o degrau tarifário porque há outros caminhos para buscar os recursos necessários a essas obras de aumento de capacidade de tráfego.

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