(por Ruth Bolognese) – A semelhança nas respectivas carreiras políticas, o mesmo partido, a juventude e até mesmo um biotipo parecido faz com que toda vez que o mineiro Aécio Neves passa por agruras públicas, a gente pensa imediatamente no ex-governador Beto Richa.

Hoje a Polícia Federal revistou as residências de Aécio em Minas e no Rio de Janeiro em busca de fatos e dados para aprofundar as delações dos executivos do grupo JBS. Em nota, o senador por Minas negou tudo, desde a existência de notas frias para justificar “doações” da JBS até a acusação da compra de apoio de partidos como o Solidariedade, de Paulinho da Força, na campanha.

O fato é que Aécio Neves se envolveu em tantas confusões que não é essa nem a primeira, nem a última investigação da Polícia Federal na tentativa de elucidar os fatos.

Mesmíssima situação do ex-governador Beto Richa: com o principal assessor, Deonilson Roldo, ainda preso em Pinhais e o operador central, empresário Jorge Atherino, preso na Polícia Federal, e o nome citado nas Operações Integração I e II, Rádio Patrulha e Quadro Negro, Beto está sempre na mira de uma possível prisão. Há uma expectativa permanente de que venha a perder efeito aquele habeas corpus preventivo concedido pelo ministro Gilmar Mendes para que ele e a mulher, Fernanda, e o irmão Pepe não sejam presos no decorrer das investigações. Mas é apenas uma decisão judicial, que pode cair a qualquer momento.

O senador Aécio Neves, pelo menos, tem uma vantagem sobre Beto Richa: ele não foi preso. Pelo menos até agora.