Advogada paranaense representará o Brasil em organização mundial para PCDs

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A advogada Valéria Mendes Siqueira, responsável pelo Centro de Inclusão e Apoio à Pessoa com Deficiência da OAB Paraná, foi escolhida como representante do Brasil na World Disability and Rehabilitation Professionals Association (WDRPA) –  Associação Mundial de Profissionais com Deficiência e em Reabilitação – para o período de janeiro de 2021 a janeiro de 2025. Até o início deste ano, a instituição congregava representantes de 12 países — Austrália, Bangladesh, Estados Unidos, Filipinas, Iraque, Índia, Jordânia, Nepal, Paquistão, Polônia, Quênia, Sri Lanka. O Brasil é o 13º integrante do grupo, sendo o primeiro da América do Sul.

O primeiro contato que teve sobre a possibilidade de integrar a WDRPA ocorreu em novembro de 2020, por meio de um professor que conheceu durante a graduação em Direito. Por conhecer a luta da advogada para incluir, capacitar e tornar autônomas pessoas com deficiência e também seu interesse em travar batalhas também em escala internacional, o professor a colocou em contato com um membro da WDRPA que está no Iraque. A escolha decorre também do reconhecimento do trabalho desenvolvido na OAB Paraná. Valéria é primeira advogada cega contratada pelo sistema OAB no Brasil. Na seccional paranaense atua em um setor exclusivo para incluir advogados com deficiência e orientar pessoas sobre questões pertinentes à temática dos direitos das PCDs, criado por iniciativa da Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Esse Centro de Inclusão, na visão de Valéria, respalda a luta pela inclusão social, capacitação, autonomia e independência das pessoas com deficiência.

“Participei de uma reunião por zoom com integrantes de outros países, enviei o meu currículo e outras informações e fui convidada para ser a coordenadora dos trabalhos da WDRPA que iniciarão no Brasil”, relata ela. Para Valéria, a sociedade ainda é muito discriminatória quando se trata de incluir pessoas com deficiência em todo o mundo e aqui no Brasil não é diferente. “Somar forças com outros países, trocar experiências, ter apoio internacional para conscientizar e informar a sociedade contribuirá, no Brasil, para uma abrangência maior das ações desenvolvidas para capacitar, reabilitar e tornar as pessoas com deficiência independentes e autônomas em todas as áreas de suas vidas resultará em inclusão de uma forma mais natural e menos dolorosa”, acredita. (OAB-PR).

 

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